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Rússia ataca Kiev com drones e mata duas pessoas antes do discurso de Zelenskyy na ONU

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Bombeiros combatem incêndio num edifício após ataque com drones russos em Kiev, 23 de setembro de 2026
Bombeiros extinguem incêndio num edifício atingido por um ataque de drone russo em Kiev, 23 de setembro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Zelenskyy está em Nova Iorque para a reunião anual da ONU, numa ofensiva diplomática para reforçar e ampliar o apoio internacional à dura resistência do país à invasão russa em grande escala

A Rússia atacou duramente a capital ucraniana, Kiev, com drones em ataques diurnos esta quarta-feira, horas antes de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, se dirigir aos líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU.

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Duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas em Kiev, e densas colunas de fumo negro ergueram-se sobre a cidade após mais um dos ataques russos diários que atormentam os civis ucranianos.

Segundo as autoridades, os drones provocaram incêndios e danificaram edifícios em Kiev e noutras zonas da Ucrânia durante a noite.

O chefe dos caminhos-de-ferro da Ucrânia, Oleksandr Pertsovsky, afirmou que a rede ferroviária de Kiev estava “sob fogo” e apelou à “máxima” vigilância dos passageiros que usam a estação central da cidade.

Em Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, dois homens de 37 e 39 anos ficaram feridos num ataque que desencadeou um grande incêndio num centro comercial.

Os serviços de emergência indicaram que o fogo se propagou por cerca de 6.000 metros quadrados antes de ser controlado.

Bombeiros extinguem um incêndio num edifício em chamas após um ataque com drones russos em Kiev, 23 de setembro de 2026
Bombeiros extinguem um incêndio num edifício em chamas após um ataque com drones russos em Kiev, 23 de setembro de 2026 AP Photo

No porto ucraniano de Odessa, no Mar Negro, o capitão de um navio de carga foi morto num ataque russo, parte de uma vaga de ataques de ambos os lados contra navios comerciais destinada a atingir as receitas de exportação.

O responsável pela região de Odessa, Oleg Kiper, afirmou que o capitão ucraniano estava ao comando do navio, que navegava no Mar Negro sob bandeira de Antígua e Barbuda.

Pelo menos 226 navios civis e comerciais foram atingidos no Mar Negro desde o início do conflito, segundo a câmara de navegação IMEAK, da Turquia.

Cerca de 70% desses ataques ocorreram nos primeiros oito meses deste ano.

A Turquia, cujos navios estão cada vez mais na linha de fogo, enviou uma proposta à Rússia e à Ucrânia para pôr fim aos ataques contra navios civis, mas os dois adversários não lhe deram seguimento.

“Os recentes ataques contra navios comerciais no Mar Negro são inaceitáveis, seja quem for o responsável”, declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, na terça-feira.

Apoio internacional

Zelenskyy está em Nova Iorque para a reunião anual da ONU, no âmbito de uma ofensiva diplomática para consolidar e alargar o apoio internacional à dura luta do país contra a invasão em larga escala da Rússia.

O presidente ucraniano encontrou-se na terça-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem manifestado impaciência com a falta de progressos nas negociações para pôr fim à guerra e com a escalada de ataques aéreos de ambos os lados este ano.

O presidente russo, Vladimir Putin, acusado por responsáveis da NATO e por governos europeus de sabotagem, espionagem e outras ações híbridas, não tem previsto participar na Assembleia Geral este ano.

A Ucrânia tem respondido atingindo refinarias de petróleo que são um pilar vital da economia russa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, 22 de setembro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, 22 de setembro de 2026 AP Photo

No início da visita aos Estados Unidos, Zelenskyy afirmou que tinha propostas sobre uma possível desescalada da guerra.

As prioridades urgentes para Kiev passam por travar os devastadores ataques russos contra a rede elétrica ucraniana e garantir que o cereal ucraniano pode ser enviado para os mercados mundiais através do Mar Negro, apesar da guerra.

A Ucrânia precisa também de mais sistemas de defesa aérea Patriot, fabricados nos Estados Unidos, como escudo contra mísseis balísticos russos, mas os Patriot estão em falta desde o início da guerra no Irão.

O Ministério da Defesa russo afirmou que as suas forças atingiram durante a noite instalações dos setores militar-industrial e energético da Ucrânia, centros logísticos e navios.

O ministério acrescentou que as suas defesas aéreas intercetaram mais de 500 drones ucranianos sobre várias regiões russas, bem como sobre a Crimeia ilegalmente anexada e águas do mar de Azov e do Mar Negro.

Outras fontes • AP, AFP

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