Em declarações divulgadas pelos média estatais chineses, Xi disse esperar “debates aprofundados com o presidente Trump sobre as principais questões das nossas relações bilaterais e da situação global”.
Numa cerimónia de boas-vindas em grande estilo, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o seu homólogo chinês, Xi Jinping, na pista da Base Conjunta de Andrews, nos arredores de Washington, D.C., na quarta-feira, por ocasião da sua visita de Estado de três dias, enquanto os seus principais responsáveis acordavam prolongar a trégua comercial até janeiro.
A trégua, que inclui o compromisso de ambos os países em reduzir as tarifas e não impor novas restrições comerciais, foi anunciada pelo Secretário do Tesouro de Trump, Bessent, durante uma entrevista ao canal Fox News: «Não sei se será possível chegar a um acordo mais abrangente. Não sei se vamos simplesmente prorrogar o acordo atual», afirmou Bessent.
No entanto, as próximas cimeiras internacionais na China, em novembro, e na Flórida, em dezembro, poderão proporcionar às duas partes novas oportunidades para debater o assunto, acrescentou o secretário do Tesouro.
China e EUA “devem ser parceiros, não rivais”, afirma Xi
Numa declaração à chegada de Xi aos Estados Unidos, acompanhado pela mulher, Peng Liyuan, o líder escreveu que o seu país e os EUA “devem ser parceiros, não rivais. Concretizar o grande rejuvenescimento da nação chinesa e tornar a América grande de novo podem andar a par e os dois países podem contribuir para o sucesso um do outro, beneficiando assim o mundo em geral”.
Em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais chineses, Xi disse ainda que aguardava “debates aprofundados com o presidente Trump sobre as principais questões das nossas relações bilaterais e da situação global”.
O comércio, a par da inteligência artificial, do confronto de Trump com o Irão e da posição da China sobre Taiwan, tem estado entre os temas mais sensíveis entre as duas superpotências, mas esta visita deverá ser sobretudo simbólica.
Estados Unidos: críticas entre republicanos
Entretanto, a forma como Xi foi recebido gerou críticas entre alguns republicanos. O senador Roger Wicker, presidente da Comissão das Forças Armadas do Senado, criticou a “receção faustosa”, afirmando num discurso no Senado, na terça-feira, que Trump não deveria ter convidado o líder chinês “tendo em conta todas as questões preocupantes que temos com o presidente Xi e o Partido Comunista Chinês”.
Já o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA e a China têm de manter a relação ao mais alto nível, uma vez que são “as duas maiores economias do mundo” e “provavelmente as duas forças armadas mais poderosas do mundo”.
A primeira visita de Estado de Xi aos Estados Unidos em mais de uma década deverá incluir um banquete oficial de boas-vindas, um novo sobrevoo, conversações no Salão Oval e um banquete de Estado na Casa Branca, na quinta-feira.
A visita deverá terminar na sexta-feira, após um chá na Casa Branca e uma visita aos Arquivos Nacionais, onde está guardada a Declaração de Independência dos Estados Unidos.