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Principais ligas europeias aumentam pressão sobre Infantino e pedem reformas na FIFA

Presidente da FIFA, Gianni Infantino, assiste ao jogo de abertura do Mundial feminino de sub-20 em Katowice, 5 de setembro de 2026
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, assiste ao jogo de abertura do Mundial feminino sub-20, em Katowice, 5 de setembro de 2026 -  Direitos de autor  Copyright 2026 The AP. All rights reserved/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
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De Gavin Blackburn
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Trata-se de mais um choque entre as ligas de futebol e Infantino, cujos grandes projetos, vistos como ataques às competições nacionais, foram travados pela oposição de responsáveis europeus.

Gianni Infantino enfrenta maior pressão esta sexta-feira, depois de a Premier League e mais três grandes ligas europeias terem pedido uma reforma da governação da FIFA, na sequência do fracasso do plano para vender participações no Mundial.

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Num comunicado, assinado em conjunto com as principais ligas de Espanha, Itália e Alemanha, os responsáveis afirmam que o futebol “sofreu um dos maiores abusos de poder da história da FIFA”.

O texto acusa o presidente da FIFA de promover ativamente “ideias de exploração comercial, em vez de proteger o futebol delas”.

A Premier League é a liga de futebol mais rica e mais seguida do mundo. A articulação com outras ligas de topo na Europa aumenta a pressão sobre Infantino, que enfrenta a maior crise dos seus dez anos à frente da FIFA.

Embora as ligas não tenham ido tão longe como a UEFA, que já pediu a demissão de Infantino, o comunicado é fortemente crítico e ataca o “expansionismo incessante” da FIFA.

“As bases históricas do futebol têm sido, nos últimos anos, ameaçadas por um problema estrutural de governação”, lê-se no texto. “Este é o momento de decidir não só quem deve dirigir a FIFA, mas também como a FIFA deve ser dirigida.”

Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente da FIFA, Gianni Infantino, aplaudem enquanto Espanha conquista o Mundial em East Rutherford, 19 de julho de 2026
Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente da FIFA, Gianni Infantino, aplaudem enquanto Espanha conquista o Mundial em East Rutherford, 19 de julho de 2026 AP Photo

O episódio é o mais recente sinal de rutura entre as ligas e Infantino, cujos projetos mais ambiciosos têm sido vistos como ataques ao futebol doméstico e foram travados por uma forte oposição de responsáveis europeus.

As quatro grandes ligas pertencem também à rede European Leagues, que apresentou em 2023 uma queixa formal contra normas de governação “abusivas” da FIFA junto da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Apesar da contestação ao plano controverso de vender parte dos lucros do Mundial através de uma subsidiária comercial e de ter perdido o apoio de muitas federações nacionais, a FIFA afirma que Infantino tenciona recandidatar-se nas eleições do próximo ano, para um último mandato até 2031.

O prazo para apresentação de candidaturas ao próximo escrutínio presidencial termina a 18 de novembro, exatamente quatro meses antes da votação em Marrocos.

As ligas de Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha afirmam que pretendem ver os candidatos à presidência a concorrer com um programa de reforma profunda.

“O problema de governação da FIFA vai muito para além do papel de uma pessoa. A questão mais ampla é saber se o presidente da FIFA deve concentrar, ao mesmo tempo, tanto poder regulatório, comercial e político sem mecanismos eficazes de controlo e equilíbrio”, acrescentam.

A proposta entretanto abandonada de Infantino para criar uma empresa de 20 mil milhões de dólares (17 mil milhões de euros), chamada FIFA Forward Enterprise, que passaria a gerir o Mundial com investidores privados, entre eles a família Kushner, apanhou o mundo do futebol de surpresa quando foi revelada em julho.

A reação surgiu tanto dentro do próprio organismo que tutela o futebol como de outras federações, algumas das quais declararam ter perdido a confiança em Infantino.

Apesar de Infantino ter procurado acalmar a polémica, com a FIFA a pedir desculpa pelos erros e a comprometer-se a “garantir que não se repetem”, as críticas não desapareceram.

O grupo das quatro ligas acrescenta mais uma voz crítica, a poucos dias da reunião, na Dinamarca, do influente agrupamento European Football Clubs.

Outras fontes • AP

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