Visita de Estado de Xi Jinping a Washington termina com mais pompa e menos confronto, enquanto se aguardam detalhes das conversações com Donald Trump.
O presidente chinês, Xi Jinping, concluía esta sexta-feira a sua muito aguardada visita de Estado aos Estados Unidos, ainda sem serem conhecidos em detalhe os resultados das conversações com o presidente norte-americano, Donald Trump, sobre as questões delicadas que definem aquilo a que Xi chamou “concorrência saudável” entre as duas potências globais.
Os dois líderes reuniram-se à porta fechada durante 90 minutos, na quinta-feira, para abordar temas como o Médio Oriente, a Ucrânia e a península Coreana, segundo o comunicado oficial do governo chinês sobre o encontro. A Casa Branca não divulgou qualquer informação sobre essas conversas privadas, nem se houve progressos importantes em áreas como o comércio ou a segurança da inteligência artificial, que os dois líderes identificaram como pontos centrais das discussões.
Os presidentes dos EUA e da China quiseram mostrar que trabalham para preservar a harmonia entre as duas maiores economias do mundo.
Numa visita marcada pela pompa, Trump levou Xi ao Arquivo Nacional, na sexta-feira, onde estão guardadas a Declaração de Independência, a Constituição e a Carta de Direitos.
Na quinta-feira, Trump afirmou que queria mostrar a Xi “alguns dos maiores tesouros dessa história de que tanto nos orgulhamos”.
O presidente norte-americano acrescentou que pretendia também mostrar ao seu homólogo chinês peças sobre a relação entre os dois países, sublinhando que “tal como os nossos antepassados atravessaram o oceano há séculos para comerciar, aprender e construir um mundo melhor, os nossos dois países fazem hoje praticamente o mesmo e temos muito orgulho nisso”.
Na noite de quinta-feira, o presidente dos EUA e a primeira-dama receberam o líder chinês e a mulher, Peng Liyuan, com um jantar de Estado de gala, em traje de cerimónia, que contou com a presença de figuras de topo do setor tecnológico e de grandes líderes empresariais norte-americanos, mas com menor representação chinesa.
“O presidente Xi e eu sabemos que representamos sistemas diferentes, mas os laços entre os nossos povos mantêm-se e nunca nos demos tão bem”, afirmou Trump no brinde, acrescentando: “juntos, podemos continuar a construir uma relação que promova a prosperidade e a segurança para as gerações futuras”.
No seu brinde, Xi declarou que “o presidente Trump prometeu tornar a América grande outra vez” e que “a China está empenhada em alcançar uma grande revitalização nacional”.
Entre os convidados estiveram o fundador da Amazon, Jeff Bezos, o diretor executivo da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, o presidente e CEO da Dell Technologies, Michael Dell, e o CEO da Google e da Alphabet, Sundar Pichai.
Bernard Arnault, presidente executivo da empresa francesa de artigos de luxo LVMH, também foi convidado para o jantar de Estado.
O presidente ofereceu a Xi uma estátua de uma águia que, disse, tinha sido concebida “em colaboração pessoal entre Melania e eu”.
A primeira-dama ajudou a elaborar o menu da noite, que incluiu robalo com crosta de sésamo e pak choi tenra estufada, bem como beringela de horta assada como prato principal.