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Albânia vai decidir futuro do projeto de luxo ligado a Kushner com base na "ciência" e não na "ideologia"

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O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, falou das suas expectativas de um futuro mais promissor para o setor do turismo do país
Primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, falou das suas esperanças num futuro mais promissor para o turismo do país -  Direitos de autor  Euronews
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De Orestes Georgiou Daniel
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A Albânia garantiu anteriormente que o projeto de 1,4 mil milhões de euros ligado ao genro de Donald Trump cumprirá as normas ambientais da UE.

O destino de um resort de luxo ligado à família Trump, que desencadeou protestos em massa na Albânia durante o verão, será decidido pelos resultados de uma avaliação de impacto ambiental e não pelas “ruas e pela ideologia”, afirmou o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, à Euronews.

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O investimento previsto na área protegida de Zvërnec, no sudoeste da Albânia, está ligado a Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano Donald Trump, e ao seu marido, Jared Kushner, que aconselha e negoceia em nome do presidente.

Ao intervir na Euronews Travel and Tourism Summit 2026, em Bruxelas, na terça-feira, o líder albanês voltou a defender o projeto, argumentando que terá um impacto importante no antigo país comunista, numa altura em que procura entrar no mercado de turismo de luxo.

Perante as perguntas de Maria Tadeo, editora-chefe de Europa da Euronews, Rama insistiu que o seu governo tem de atrair investimentos deste tipo para “responder às necessidades do país... ter uma vida muito melhor, salários mais elevados, serviços melhores”.

Manifestantes têm saído repetidamente às ruas de Tirana para expressar a sua oposição ao projeto, e alguns chegam a pedir a demissão de Rama por causa da questão.

A Albânia, atualmente na linha da frente para aderir à União Europeia, assegurou à Comissão Europeia em junho passado que o projeto cumprirá as normas ambientais europeias. Para concluir o processo de adesão ao bloco, Tirana tem de alinhar com o quadro jurídico da UE, incluindo no domínio da proteção ambiental.

“Coreia do Norte da Europa”

Ao falar sobre o surgimento do país como destino turístico, Rama descreveu a Albânia como a antiga “Coreia do Norte da Europa”, ao apresentar planos para reforçar um turismo de “maior qualidade” no país, numa altura em que decorrem protestos contra este tipo de projetos.

Disse que a Albânia era “o país mais isolado da Europa”, mas que hoje é “a pequena joia brilhante do continente”.

Segundo o primeiro-ministro, “quase 12 milhões de estrangeiros” de todo o mundo visitaram este ano o país do sudeste europeu, um número confirmado pelos dados da UN Tourism.

Turistas de “maior qualidade”

Rama, porém, parecia não estar totalmente satisfeito com o tipo de turista que alimenta este boom.

“Uma das desvantagens é que, ao termos um turismo assente em visitantes de rendimentos médios e baixos, arriscamos ter um país sujeito a forte pressão sobre as infraestruturas, a natureza e os serviços”, afirmou.

Defendeu que a Albânia está a perder o que os turistas com rendimentos elevados podem oferecer, dizendo que eles “reduzem a pressão sobre o país e recebemos mais deles”.

“É por isso que também estamos a investir para atrair investidores que tragam o segmento de topo”, acrescentou.

Rama acrescentou que esta nova aposta da Albânia em investimentos de alto nível estará aberta a capital estrangeiro, parcerias e empresas locais.

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