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Embaixador dos EUA acusa plano da UE de armas europeias de servir interesses próprios

Embaixador dos EUA junto da UE Andrew Puzder discursa no Euronews Defence and Space Summit em Bruxelas, 30 de setembro de 2026
Embaixador dos EUA junto da UE, Andrew Puzder, profere discurso na Euronews Defence and Space Summit, em Bruxelas, 30 de setembro de 2026. -  Direitos de autor  Melting Prod/Melting Prod
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De Mared Gwyn Jones
Publicado a •Últimas notícias
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Preferência por armamento fabricado na Europa pode fragilizar a base industrial de defesa transatlântica e favorecer os “inimigos” da Europa, alertou o embaixador Andrew Puzder.

A aposta da União Europeia em favorecer a sua indústria de armamento corre o risco de “afastar aliados” e fragmentar a base industrial de defesa transatlântica, afirmou o embaixador dos Estados Unidos junto da UE, Andrew Puzder, em declarações à Euronews.

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Numa intervenção na cimeira Defesa e Espaço da Euronews, em Bruxelas, na quarta-feira, Puzder afirmou: “Só os nossos inimigos beneficiam quando deixamos de nos concentrar em garantir que dispomos das armas mais eficazes, apoiando a nossa defesa mútua.”

“Bastará um ataque de um adversário poderoso contra um Estado-membro para ficarmos todos satisfeitos por termos privilegiado a superioridade das armas em vez da economia regional”, acrescentou.

Puzder acrescentou ainda que, quando estão vidas em risco, “a solução deve ser determinada pela capacidade e pela disponibilidade, não pela geografia”.

A Comissão Europeia e os Estados-membros apresentaram propostas para favorecer os fabricantes de armamento europeus, com o objetivo de reduzir a dependência de armas produzidas nos Estados Unidos, numa altura em que surgem sinais de fraturas na aliança transatlântica sob a liderança de Donald Trump.

O Pentágono tem combatido vigorosamente esta orientação, apesar de a administração norte-americana pressionar os aliados europeus da NATO a tornarem-se mais independentes na sua própria defesa.

As ameaças de Trump de tomar a Gronelândia à força, bem como o recuo significativo no apoio financeiro e militar à Ucrânia, deram novo impulso aos esforços da UE para priorizar armamento produzido na Europa.

Ainda assim, as propostas dividiram os Estados-membros, com vários governos da UE a advertirem contra um excesso de protecionismo, sobretudo tendo em conta a capacidade de produção de armamento dos Estados Unidos.

Na terça-feira, o principal comandante militar da NATO, Alexus Grynkewich, alertou, perante a comissão de defesa do Parlamento Europeu, que “inscrever em normas preferências sobre o local de fabrico do material militar” só beneficia os adversários da Europa.

Puzder elogiou a Comissão por permitir a aquisição de material de defesa norte-americano para a Ucrânia no âmbito do recente empréstimo de 90 mil milhões de euros do bloco a Kiev, afirmando que Washington irá defender disposições idênticas nas próximas políticas de defesa.

“Continuaremos a ter conversas francas. Por vezes vamos discordar. Em geral, creio que estaremos de acordo”, disse Puzder.

Referiu também que o executivo comunitário indicou não ter “qualquer intenção” de impedir os Estados-membros de utilizarem fundos nacionais para comprar sistemas de armas dos Estados Unidos.

“Uma aliança que enfrente os nossos adversários com unidade e força, em vez de divisão e interesse próprio”, concluiu o embaixador.

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