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UE vai alargar missão naval no Mediterrâneo para enfrentar a frota fantasma russa

Uma equipa de abordagem inspeciona o navio mercante Royal Diamond 7, em águas internacionais, a 150 quilómetros a norte da cidade líbia de Derna.
Uma equipa de abordagem inspeciona o navio mercante Royal Diamond 7, em águas internacionais, 150 quilómetros a norte da cidade líbia de Derna. -  Direitos de autor  AP Photo/EUNAVFOR MED IRINI, ITALIAN DEFENSE MINISTRY
Direitos de autor AP Photo/EUNAVFOR MED IRINI, ITALIAN DEFENSE MINISTRY
De Luca Bertuzzi
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UE alarga missão naval no Mediterrâneo para enfrentar frota fantasma da Rússia, proteger infraestruturas submarinas e reforçar diplomacia naval com países do Norte de África.

Bruxelas prepara-se para alargar a missão naval ao largo da Líbia a uma operação mais ampla de segurança no Mediterrâneo, centrada na frota fantasma da Rússia e nas ameaças às infraestruturas marítimas críticas.

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A missão, com nome de código EUNAVFOR MED IRINI, será prorrogada até 31 de março de 2029, de acordo com um projeto de decisão do Conselho a que a Euronews teve acesso.

Lançada em 2020 para garantir o cumprimento do embargo de armas das Nações Unidas à Líbia, a operação passará a ter um papel mais amplo na vigilância de atividades ilícitas, na proteção de infraestruturas e no combate ao tráfico de migrantes.

O mandato atual expira em março de 2027. O projeto prevê a sua extensão por mais dois anos, com um orçamento de 16,88 milhões de euros, alargando de forma significativa o âmbito da missão.

Em junho, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que a operação alterou as regras de empenhamento e começou a abordar navios suspeitos de integrarem a frota fantasma da Rússia.

O mandato revisto passa a incluir, de forma explícita, a limitação da frota fantasma russa entre as tarefas da IRINI. O texto indica que a operação deve contribuir para esse esforço, respeitando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e outras normas internacionais.

O documento dá também maior relevância ao conhecimento da situação marítima, incluindo a deteção e o acompanhamento de atividades ilícitas e de ameaças à segurança e aos interesses económicos da UE.

A operação apoiará os esforços de proteção das infraestruturas marítimas críticas, como cabos de fibra ótica e oleodutos e gasodutos submarinos, e poderá testar e aplicar em projetos‑piloto novas tecnologias de proteção marítima.

O papel atual da IRINI inclui o combate ao tráfico de migrantes e ao tráfico de seres humanos, ajudando a desmontar o modelo de negócio das redes envolvidas.

O texto revisto especifica que a IRINI apoiará “a deteção e monitorização das redes de tráfico de migrantes e de tráfico de seres humanos através da recolha de informações e de patrulhas aéreas em alto mar” na sua área de operações autorizada.

A execução do embargo de armas da ONU à Líbia e das medidas contra as exportações ilícitas de petróleo do país continuará a fazer parte do mandato. A operação manterá igualmente o apoio ao reforço de capacidades e à formação das autoridades líbias responsáveis pela aplicação da lei no mar e pelas operações de busca e salvamento.

O mandato revisto reforça ainda a cooperação regional em matéria de segurança marítima. A IRINI passará a servir de plataforma de cooperação e recorrerá à diplomacia naval e a exercícios para explorar oportunidades para lá da Líbia com outros países interessados, entre os quais o Egito, a Tunísia e o Líbano.

Os embaixadores da UE deram luz verde ao mandato na quarta‑feira. A adoção formal é esperada na reunião dos ministros das Finanças e da Economia de 9 de outubro, após a qual o texto será publicado no Jornal Oficial da UE.

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