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Jornalista amigo de Ronaldo acusa Jesus de traição: "Foi por isso que Cristiano explodiu"

Cristiano Ronaldo sai do campo após o jogo dos oitavos de final do Mundial de futebol entre Portugal e Espanha, em Arlington, no Texas, 6 de julho de 2026.
Cristiano Ronaldo sai do campo após o jogo dos oitavos de final do Mundial de futebol entre Portugal e Espanha, em Arlington, no Texas, 6 de julho de 2026. -  Direitos de autor  AP Photo/Julio Cortez, arquivo
Direitos de autor AP Photo/Julio Cortez, arquivo
De João Azevedo
Publicado a •Últimas notícias
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Edu Aguirre revelou, num programa desportivo em Espanha, que Jesus prometeu replicar em público o pedido de desculpas privado a Ronaldo, o que acabou por não acontecer. À imprensa, o selecionador disse que "é ele quem manda e que Cristiano é apenas mais um", sublinhou o jornalista.

Após decidir abandonar o estágio da seleção nacional na Dinamarca, Cristiano Ronaldo aterrou já de madrugada em Madrid, de onde surgiram mais desenvolvimentos sobre a rutura do jogador com a equipa das quinas.

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A decisão terá sido motivada por uma alegada promessa não cumprida pelo selecionador Jorge Jesus. Segundo o jornalista espanhol Edu Aguirre, o madeirense sentiu-se atraiçoado.

"Jorge Jesus pediu desculpa por ter colocado o Cristiano a aquecer durante 30 minutos sem entrar. E não só pede perdão em privado, como diz que também o vai fazer publicamente. Esta foi a promessa de Jorge Jesus a Cristiano Ronaldo", afirmou Aguirre no programa desportivo El Chiringuito.

Houve um choque de expectativas, sublinha o amigo de longa data da estrela lusa. A intervenção do selecionador, na conferência de imprensa de antevisão do encontro desta quinta-feira frente à Dinamarca, deixou Ronaldo revoltado.

"Depois, Jorge Jesus vai à conferência de imprensa e diz esta quantidade de mentiras e de peito feito. Por isso é que o Cristiano explode. Porque se sente traído", acrescentou.

"Jorge Jesus em privado diz que não esteve bem e que vai pedir desculpa na conferência de imprensa. E depois vai falar com a imprensa e diz que é ele quem manda e que Cristiano é apenas mais um. A situação surpreendeu muita gente e ainda vai surpreender mais. Traição, traição, traição", atirou.

Perante os jornalistas, Jesus tinha anunciado a titularidade de Gonçalo Ramos, no lugar de Ronaldo, além de ter abordado o plano de utilização do então capitão e as conversas que manteve com o avançado e o presidente da FPF.

A insistência da comunicação social nos episódios a envolver Cristiano Ronaldo levou o técnico a ser mais assertivo.

"O estatuto do jogador não dá direitos que sejam diferenciados. O estatuto é o respeito pela carreira deles, como faço com todos, com o Cris, com outros que tive na carreira. Coloco sempre a questão do que quero fazer, do plano que traçar com o jogador e depois quem decide sou eu", declarou, reforçando a sua autoridade.

"Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele, nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero!", rematou.

Segundo o jornal O JOGO, o agora ex-capitão português saiu do estádio em Copenhaga sem esperar pelo regresso dos outros jogadores e não chegou a despedir-se dos colegas.

Na mensagem publicada nas redes sociais, Ronaldo afirmou que, no momento oportuno, contará as razões que conduziram à sua "saída da equipa nacional", não esclarecendo se se trata de um adeus temporário ou definitivo.

O jornal O JOGO, no entanto, afiança que a decisão é irreversível, o que significa que o embate diante do País de Gales, no Estádio de Alvalade há uma semana, terá sido o último por Portugal.

Entretanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro telefonou a Pedro Proença, presidente da FPF, para se inteirar dos acontecimentos, noticia a SIC. Ouvida a versão do dirigente máximo do futebol português, o chefe de governo pediu para falar com o selecionador nacional. Não é conhecido, até ao momento, o que resultou dessas conversas.

Piers Morgan também já reagiu

Piers Morgan, outra figura mediática bastante próxima de Cristiano Ronaldo, recorreu às redes sociais para comentar o caso, começando por desmentir Jorge Jesus.

“Fact-check: treta”, escreveu o jornalista britânico no X a propósito da polémica conferência de imprensa no Parken, na qual Jesus negou qualquer desaguisado com o jogador do Al-Nassr.

Morgan reagiu, pouco depois, a uma outra notícia, desta feita do The Times, que avançou: “Cristiano Ronaldo abandonou a concentração da seleção de Portugal depois de lhe ter sido dito que as necessidades da equipa são mais importantes do que as suas, na sequência de conversas de emergência para resolver um desentendimento com o treinador principal, Jorge Jesus”.

A atitude drástica de Ronaldo tem uma outra explicação, assegurou o jornalista.

“Não foi por isso que ele bateu com a porta, como ficará claro assim que falar sobre o assunto”.

Leão herda, para já, a camisola 7

Rafael Leão é o jogador escolhido para envergar a mítica camisola 7 de Portugal no jogo desta noite no Parken diante da Dinamarca.

Na listagem oficial da UEFA, inserida na ficha de jogo publicada no site do organismo, o extremo do Galatasaray, que usou o dorsal 17 frente ao País de Gales e Noruega, já aparece com o novo número, usado por Figo antes de passar para Ronaldo.

De acordo com os regulamentos da Liga das Nações, os jogadores que constam da ficha de jogo têm de ser numerados de 1 a 23, pelo que os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) teriam mesmo de atribuir o 7 a um dos restantes 24 convocados.

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