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Rubio desbloqueia 320 milhões em ajuda militar ao Egito, suspensa por preocupações com direitos humanos

Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio fala com membros do público antes de um discurso agendado do Presidente Donald Trump, 29 de setembro de 2026, em Washington
Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio fala com membros do público antes de um discurso do Presidente Donald Trump, terça-feira, 29 set. 2026, em Washington -  Direitos de autor  AP Photo
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De Malek Fouda
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Alto responsável da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, deu luz verde, mas sustentou que as preocupações de Washington com o historial de direitos humanos do aliado no Médio Oriente continuarão a ser debatidas em conversações bilaterais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, levantou uma restrição relativa a 320 milhões de dólares (284,4 milhões de euros) em ajuda militar ao Egito, que tinham sido anteriormente retidos devido a preocupações com os direitos humanos, invocando o apoio do Cairo na resposta ao Irão desde o início do conflito, no princípio deste ano.

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O Departamento de Estado dos EUA informou na quinta-feira que Rubio aprovou a dispensa “no interesse da segurança nacional dos Estados Unidos”.

“A decisão do secretário reflete a importância do Egito para os interesses de segurança nacional dos EUA e a cooperação de segurança concreta que o Egito proporciona aos Estados Unidos”, indicou o departamento.

Numa carta enviada aos parlamentares, Rubio sublinhou, em particular, o “papel útil” do Egito na guerra com o Irão. O país tem sido um mediador-chave entre os EUA e o Irão nos esforços para pôr termo a um conflito que já dura há mais de sete meses.

O primeiro-ministro egípcio, Moustafa Madbouly, discursa na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova Iorque, sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O primeiro-ministro egípcio, Moustafa Madbouly, discursa na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova Iorque, sexta-feira, 25 de setembro de 2026 Frank Franklin II/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

O Departamento de Estado garantiu que a administração Trump continuará a suscitar questões de direitos humanos no diálogo com o Egito “sobre todo o leque de temas da nossa relação bilateral”.

“A decisão de concessão da dispensa reconhece a importância de manter a cooperação em matéria de segurança com o Egito numa altura de desafios significativos para a segurança regional”, afirmou o departamento.

Os 320 milhões de dólares fazem parte de uma contribuição anual dos EUA de 1,3 mil milhões de dólares (1,16 mil milhões de euros) em apoio económico e militar ao Egito. Em concreto, destinam-se ao mecanismo de financiamento militar estrangeiro, que disponibiliza verbas para que países beneficiários adquiram armamento produzido nos Estados Unidos.

O Congresso introduziu esta exigência devido a preocupações com o historial de direitos humanos do Egito, que muitos especialistas consideram problemático. O próprio Departamento de Estado, nos últimos anos, tem apontado relatos credíveis de tortura, detenções arbitrárias, trabalho infantil e fortes restrições à liberdade de expressão.

Conceder uma dispensa ao Egito tornou-se, contudo, prática corrente em administrações republicanas e democratas. A administração Biden, por exemplo, aprovou pela última vez uma dispensa em setembro de 2024, invocando o apoio do Egito aos esforços dos EUA para pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

Outras fontes • AP

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