Vladimir Putin afirmou esta quinta-feira que a Rússia consideraria usar “todos os tipos de armas” se Kaliningrado fosse atacado, insistindo que Moscovo “não tenciona atacar ninguém”.
O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou o Ocidente, afirmando que utilizaria “todas as armas” do seu arsenal — incluindo as nucleares — caso Kaliningrado fosse atacado.
Os comentários de Putin surgiram num momento em que as tensões aumentavam em torno de Kaliningrado — território fortemente militarizado da Rússia que faz fronteira com a Polónia, a Lituânia e o Mar Báltico.
“Se houver um ataque direto à Federação Russa... então, naturalmente, a questão da Federação Russa mobilizar todos os tipos de armas à disposição do nosso país estará inevitável e imediatamente na ordem do dia. Isto é inevitável”, afirmou Putin no fórum anual de Valdai.
Nos últimos meses, os países da NATO realizaram vários exercícios militares ao longo das fronteiras de Kaliningrado. Isso levou Moscovo a emitir uma declaração condenando o que designou como “declarações e ações provocadoras da liderança da Aliança do Atlântico Norte e dos Estados-membros da NATO”.
Por sua vez, a NATO denunciou a “ameaça de uso da força por parte da Rússia, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável”.
Na quinta-feira, Putin voltou a criticar os “sucessivos exercícios militares no mar Báltico” e as “tentativas de intercetar” navios russos. “Tudo isto constitui uma escalada”, disse.
“Não temos intenção de atacar ninguém, nem em 2029, nem em 2030, nem em 2050”, declarou Putin.
“No entanto, se formos alvo de agressão, seremos obrigados a responder. Os cidadãos dos países europeus precisam de compreender isto com clareza”, acrescentou.