Loader
Encontra-nos
Publicidade

Trump ordenou o rapto de Maduro por conselho do Grok?

Donald Trump, presidente dos EUA, com Elon Musk
Presidente dos EUA Donald Trump com Elon Musk -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Jonathan Benton
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Segundo a revista Time, o presidente dos EUA passou horas na Casa Branca a fazer perguntas ao chatbot de IA de Musk, incluindo como reagiriam os venezuelanos se Washington capturasse Maduro

Em dezembro de 2025, Elon Musk deslocou-se à Casa Branca para uma reunião secreta com o Presidente dos Estados Unidos, em que Trump passou horas a fazer perguntas ao chatbot de inteligência artificial Grok sobre a sua presidência e o seu legado e sobre a forma como os venezuelanos reagiriam se as forças norte-americanas capturassem o Presidente Nicolás Maduro, relata a revista Time.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Segundo um responsável presente na reunião, o chatbot respondeu que Maduro era um ditador repressivo e profundamente impopular e que muitos venezuelanos provavelmente celebrariam a sua queda.

Após a captura de Maduro pelas forças dos Estados Unidos, em janeiro deste ano, venezuelanos de todo o país saíram de facto à rua em grande número para celebrar. Trump saiu dessa experiência “a achar que o Grok era engenhoso”.

A reunião ocorreu sete meses depois de Musk ter deixado funções no controverso Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), mas permanece pouco claro como é que este encontro se encaixa na cronologia das escaladas de dezembro.

Na altura, as tensões entre os dois países estavam no máximo, com a administração Trump a travar uma guerra contra os cartéis de droga, designada Operação Southern Spear, a montar um bloqueio marítimo e a declarar o governo de Maduro uma “Organização Terrorista Estrangeira”.

Nos bastidores, a administração Trump preparava igualmente planos de transição caso decidisse derrubar Maduro e tomar os recursos petrolíferos e minerais do país.

As informações divulgadas pela revista Time sugerem que o Grok poderá ter convencido Trump a avançar.

O governo dos Estados Unidos intensificou este ano o recurso à inteligência artificial, com o Gemini, da Google, e o Grok, de Musk, a serem usados em serviços públicos como o Medicare, em candidaturas a empregos públicos e para fins de defesa, incluindo integração em aviões de combate.

O ChatGPT da OpenAI, o Llama da Meta e o Claude da Anthropic foram todos aprovados para determinadas funções no governo norte-americano.

Estados Unidos: Musk regressa ao círculo do poder

O artigo da Time surge na mesma semana em que Musk regressou a um cargo oficial no governo, pela primeira vez desde que deixou o DOGE, em maio de 2025.

Na quarta-feira, Hegseth nomeou o homem mais rico do mundo, o fundador da Anduril, Palmer Luckey, e o antigo presidente republicano da Câmara dos Representantes Newt Gingrich para co-liderarem um novo estudo do Pentágono sobre o futuro da guerra.

A nomeação levantou questões sobre potenciais conflitos de interesses, já que tanto Musk como Luckey dirigem empresas com negócios significativos na área da defesa. A SpaceX de Musk está já a construir redes de satélites para o escudo antimíssil Golden Dome planeado por Trump.

Musk está também a investir milhões para ajudar os republicanos a manter o controlo do Congresso nas eleições intercalares de novembro.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Google testa futuro dos centros de dados de IA no espaço

Estados Unidos e Canadá: agentes de IA descontrolados falham ataque a sites do governo

Japão: lojas de conveniência testam novos sabores com IA