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Macron condena intensificação de ataques russos a infraestruturas ucranianas

Emmanuel Macron, durante uma videoconferência da “Coalition des volontaires”, segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Emmanuel Macron durante uma videoconferência da “Coalition des volontaires”, segunda-feira, 24 de agosto de 2026 -  Direitos de autor  Stephanie Lecocq/Pool Photo via AP
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De Nina Borowski
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Depois de falar na segunda-feira com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, Emmanuel Macron reafirmou o apoio de França à Ucrânia.

Depois de ter falado esta segunda-feira com Volodymyr Zelenskyy, Emmanuel Macron condenou a intensificação dos ataques russos contra as infraestruturas civis ucranianas, qualificando esta escalada de “irresponsável” na plataforma X.

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O presidente francês garantiu ao seu homólogo ucraniano que França dará “um apoio concreto” à Ucrânia para reforçar a defesa aérea e intercetar drones russos.

“Não cederemos nem à intimidação nem à escalada russa”, declarou Emmanuel Macron, acusando Moscovo de “recusar obstinadamente todos os apelos a um cessar-fogo”.

Volodymyr Zelenskyy tem pedido há vários meses aos aliados ocidentais mais sistemas de defesa aérea perante ataques com drones e mísseis cada vez mais mortíferos.

Kiev manifestou também a intenção de, a prazo, produzir sistemas de mísseis Patriot sob licença norte-americana.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram mortas em ataques na Ucrânia, entre as quais duas na cidade de Kharkiv, no nordeste do país.

Rússia intensifica ataques com aproximação do inverno

Este fim de semana, a Rússia anunciou a intenção de intensificar os ataques contra as infraestruturas ucranianas, nomeadamente em Kiev, com a aproximação do inverno.

Na capital ucraniana, a população vive sob tensão permanente desde o início da guerra. Moscovo atinge regularmente as infraestruturas ferroviárias e de telecomunicações da cidade e tem também como alvo zonas residenciais, postos de combustível e escolas.

Este fim de semana, a Rússia voltou a apelar aos cidadãos estrangeiros e aos diplomatas para que deixem a capital, anunciando novos ataques aéreos “massivos”.

O dirigente russo, Vladimir Putin, rejeitou várias vezes os apelos a negociações de paz e acusou a Ucrânia de atacar infraestruturas essenciais na Rússia.

“Têm de sentir os ataques de retaliação da Rússia”, declarou a jornalistas no final de setembro.

Os esforços para pôr fim ao conflito permanecem bloqueados. Volodymyr Zelensky indicou no domingo que Washington propôs novas conversações com a Ucrânia e a Rússia até ao final do mês.

Outras fontes • AP

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