A reivindicação surgiu no momento em que testemunhas relataram várias explosões na capital saudita, um dia depois de um outro ataque com drones dos houthis ao mesmo aeroporto ter causado a morte de uma pessoa e provocado atrasos nos voos que se prolongaram até quinta-feira.
Os Houthis do Iémen anunciaram esta quinta-feira que lançaram um míssil balístico contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital saudita, Riade.
Não houve, para já, confirmação por parte da Arábia Saudita do ataque, de eventuais danos ou vítimas.
Segundo testemunhas, ouviram-se várias explosões em Riade esta quinta-feira.
Diplomatas receberam instruções para permanecerem abrigados nas respetivas embaixadas e, de acordo com as mesmas fontes, escolas internacionais tomaram também medidas de precaução.
Um ataque anterior com drones ao mesmo aeroporto matou uma pessoa. Outras duas morreram num ataque separado ao aeroporto da cidade de Abha, no sudoeste do país, informou Riade esta quinta-feira, enquanto os atrasos nos voos se prolongavam pelo segundo dia consecutivo.
O ataque ao aeroporto de Abha matou residentes marroquinos e argelinos e feriu outras 28 pessoas, enquanto o ataque ao Aeroporto Rei Khalid matou um cidadão sudanês e feriu mais oito, indicaram responsáveis sauditas.
A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita não atribuiu a nenhuma parte a responsabilidade pelos ataques aos dois aeroportos internacionais.
O porta-voz da coligação liderada pela Arábia Saudita que combate os Houthis, major-general Turki al-Malki, afirmou que as forças intercetaram um míssil balístico a norte de Riade e destruíram em Sanaá, capital do Iémen, uma plataforma usada para lançar ataques contra a capital saudita.
O grupo, formalmente conhecido como Ansar Allah, reivindicou nos últimos dias vários ataques contra aeroportos sauditas, bem como salvas dirigidas a infraestruturas críticas e alvos militares em todo o reino.
Os ataques contra instalações sauditas representam uma ameaça às rotas marítimas alternativas ao estreito de Ormuz, onde o tráfego foi reduzido devido à guerra com o Irão.
Os ataques houthi intensificaram-se depois de a Arábia Saudita e as forças do governo iemenita lançarem uma grande ofensiva terrestre e aérea para recuperar território que o grupo conquistou há um mês na costa ocidental do mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb.
Na segunda-feira, responsáveis indicaram que forças da coligação liderada pela Arábia Saudita reconquistaram várias zonas estratégicas em redor do estreito, por onde passa cerca de 12% do comércio mundial.
“Os Houthis acreditam que podem maximizar os custos económicos para a Arábia Saudita e obrigar o país a ceder às exigências huti ao atingir infraestruturas civis, como instalações petrolíferas e aeroportos”, escreveu o centro de estudos Institute for the Study of War, sediado em Washington, numa análise.