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Ciberataque expõe dados pessoais ligados às secretas portuguesas

Dados foram colocados à venda num fórum de cibercrime
Dados foram colocados à venda num fórum de cibercrime -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Joana Mourão Carvalho
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Um ciberataque a um prestador de serviços do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) terá permitido o acesso a centenas de milhares de ficheiros, incluindo dados pessoais associados a candidaturas profissionais. Autoridades garantem que não foi comprometida informação classificada.

Um ciberataque contra uma empresa informática que prestou serviços ao Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) permitiu o acesso a dados não classificados relacionados com as secretas portuguesas e com outras entidades, avança a agência Lusa.

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Fonte oficial do SIRP, em declarações à agência noticiosa, confirmou que os dados foram obtidos através de um ataque ao servidor de desenvolvimento da empresa, utilizado para testes. O prestador de serviços foi contratado, em 2025, para desenvolver os sites públicos do SIRP, do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).

O SIRP esclareceu que os três portais não armazenam informação classificada.

O esclarecimento surge depois de ter sido anunciada, na quarta-feira, num fórum dedicado ao cibercrime, a venda de um conjunto de 120 gigabytes de dados alegadamente pertencentes ao SIRP.

As autoridades admitem, contudo, que o material divulgado possa incluir também informação proveniente dos sites de dezenas de outras entidades, públicas e privadas, que recorreram ao mesmo prestador de serviços para desenvolver as suas plataformas digitais.

Segundo o jornal Público, o site FrenchBreaches, uma plataforma francesa que documenta e acompanha ciberataques e fugas de dados, foi o primeiro a noticiar que um atacante alegava ter colocado à venda 120 gigabytes de dados, distribuídos por mais de 312 mil ficheiros que dizia serem provenientes dos serviços de informações portugueses.

De acordo com a análise divulgada pelo FrenchBreaches e citada pelo Público, foram examinados cerca de mil registos que continham dados associados a candidaturas profissionais. Entre a informação alegadamente exposta estariam nomes, números de identificação civil, números de contribuinte, contactos telefónicos, datas de nascimento, endereços de email, moradas e nacionalidades.

O conjunto de dados poderá incluir ainda informação sobre formação académica e experiência profissional, bem como cartas de condução, línguas faladas, competências, motivações e cargos a que os candidatos se teriam candidatado.

No ano passado decorreu um processo de recrutamento para 108 profissionais de várias carreiras, nomeadamente de oficiais de informação. Serão os dados relativos a essas candidaturas submetidas ao SIRP que terão sido roubados.

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