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Irão alarga ofensiva e ataca petroleiros nas proximidades do Estreito de Ormuz

Imagem de arquivo: míssil é lançado durante exercícios militares no sul do Irão, numa foto divulgada pelo site oficial do exército iraniano, 19 janeiro 2024
ARQUIVO: Fotografia divulgada no sítio oficial do exército iraniano mostra lançamento de míssil durante exercício militar no sul do Irão, 19 janeiro 2024 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Euronews Persian
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Dois navios comerciais foram atingidos em 24 horas: um ao largo do Qatar, o primeiro ataque na zona em seis meses, e outro perto de Fujairah, no Golfo de Omã, enquanto meios ligados à Guarda Revolucionária sugerem que Teerão ampliou operações para lá do estreito crucial.

As forças armadas iranianas atacaram dois petroleiros comerciais fora do Estreito de Ormuz no espaço de 24 horas esta semana, num aparente alargamento deliberado dos ataques para lá do estreito, numa altura em que responsáveis iranianos lançaram uma nova vaga de avisos aos Estados Unidos.

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A agência UK Maritime Trade Operations (UKMTO) indicou que vários projéteis atingiram na quarta-feira o petroleiro e navio químico Acers, com bandeira de Antígua e Barbuda, a 51 milhas náuticas a norte de Madinat ash Shamal, no Qatar. Foram registadas vítimas.

A empresa de inteligência marítima Vanguard identificou o navio e afirmou que este se dirigia para o Estreito de Ormuz.

Foi o primeiro ataque nessa zona em mais de seis meses.

Num incidente separado, na quinta-feira, a Vanguard reportou um incêndio num petroleiro cerca de 40 quilómetros ao largo de Fujairah, no golfo de Omã, que identificou como sendo provavelmente o Dhalgout, com bandeira das Ilhas Marshall.

A UKMTO não tinha registado o incidente e a causa do fogo não era, para já, clara. O sistema de deteção de incêndios FIRMS da NASA confirmou o incêndio e, na altura, aeronaves militares norte-americanas – incluindo dois aviões cisterna KC-46, um KC-135, um avião de patrulha marítima P-8A e vários helicópteros – sobrevoavam a área.

O Irão e os media ligados à Guarda Revolucionária não reivindicaram oficialmente a responsabilidade por nenhum dos ataques. Meios de comunicação próximos Guarda sugeriram implicitamente que Teerão tinha “alargado o âmbito das suas operações contra navios comerciais que violam as leis e regulamentos iranianos no Estreito de Ormuz a águas para além do estreito”.

Ambos os incidentes ocorreram fora do Estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente cerca de um quinto dos carregamentos mundiais de petróleo e gás. O estreito está, na prática, encerrado desde o início da guerra, no final de fevereiro, depois de o Irão e os Estados Unidos terem imposto bloqueios navais simultâneos.

“A distância entre vocês e nós é determinada pelos nossos mísseis”, escreveu na quinta-feira, na rede X, o ministro da Defesa interino, Majid Ebn ol-Reza.

“Ontem o golfo de Omã, hoje o oceano Índico e amanhã a Baía dos Porcos. Se cometerem um erro, verão um novo conjunto de linhas divisórias”, acrescentou Ebn ol-Reza, numa aparente referência à fracassada operação de desembarque militar apoiada pelos Estados Unidos na costa sudoeste de Cuba, em abril de 1961, que visava derrubar o governo comunista de Fidel Castro.

Yahya Rahim Safavi, conselheiro militar sénior do aiatola Mojtaba Khamenei, já tinha avisado que, se os Estados Unidos ou Israel voltassem a atacar o Irão, Teerão poderia estender a guerra “até ao oceano Índico ou a outros lugares”, acrescentando que as forças iranianas tinham preparado planos de contingência para cenários de pior caso.

Ebn ol-Reza foi nomeado ministro interino depois de Aziz Nasirzadeh, então ministro da Defesa, ter sido morto em 28 de fevereiro – o primeiro dia da guerra – juntamente com vários outros comandantes militares. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, nomeou Mehrdad Akhlaqi como substituto permanente e o parlamento deverá realizar a votação de confiança em 18 de outubro.

O porta-voz do exército iraniano declarou, em separado, que as forças estavam prontas para levar a cabo operações preventivas, se necessário, para impedir o que descreveu como “qualquer agressão ou ataque por parte do inimigo”.

Num comício da campanha para as eleições intercalares, no Nebraska, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a decisão de entrar em guerra com o Irão. “Este é um preço pequeno a pagar para manter o mundo e o nosso país seguros. Podem destruir uma cidade. Que a destruam. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego”, afirmou.

Num outro comício, no Texas, na noite de quarta-feira, Trump recuou nas declarações depois das críticas. “Protegemos as nossas próprias cidades. Não permitiremos que tal coisa aconteça”, disse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o início da guerra contra o Irão num comício da campanha para as eleições intercalares, no Nebraska, afirmando que “este é um preço pequeno a pagar para manter o mundo e o nosso país seguros”.

“Podem destruir uma cidade. Que a destruam. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego”, disse Trump.

No entanto, noutra intervenção, no Texas, na noite de quarta-feira, Trump respondeu às críticas às polémicas declarações que fizera dois dias antes sobre um possível ataque iraniano a Los Angeles e San Diego.

“Protegemos as nossas próprias cidades. Não permitiremos que tal coisa aconteça”, afirmou.

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