Liceu Francês em Lisboa encerrado por questões de segurança. Alunos do ensino secundário do estabelecimento estariam a preparar um bloqueio semelhante aos que têm ocorrido nas escolas em França.
O Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, adiou o início das aulas desta quinta-feira, 8 de outubro, por motivos de segurança, avança a SIC Notícias.
Havia suspeitas de que alunos do ensino secundário estariam a planear bloquear o estabelecimento de ensino, à semelhança das ações de protesto que, nas últimas semanas, provocaram o encerramento de centenas de escolas em França.
A medida terá sido tomada em articulação com a Embaixada de França em Portugal, como indica um comunicado citado pela estação televisiva:
“De forma a garantir a segurança de todos, foi decidido, em articulação com a Embaixada de França em Portugal, adiar o início das aulas de quinta-feira para todos os alunos do estabelecimento.”
Os protestos começaram na região da capital, Paris, em meados de setembro.
Professores e alunos mobilizaram-se contra a falta de pessoal num liceu em Créteil, na periferia sudeste da capital francesa. A partir daí, greves às aulas, bloqueios e manifestações alargaram-se a outros subúrbios de Paris e depois ao resto do país, com protestos até em escolas secundárias de cidades mais pequenas.
Desde o início, os estudantes centraram-se nas desigualdades que dizem existir no sistema de ensino, afirmando que a qualidade das aulas, das instalações e das oportunidades de progressão é inferior para quem vive em bairros desfavorecidos, apesar da promessa inscrita na divisa nacional francesa: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
Mais de 6.500 pessoas, a maioria menores, foram detidas desde o início do movimento, no final de setembro, quando os alunos começaram a bloquear liceus em protesto contra instalações degradadas e falta de professores. Centenas de estudantes, polícias e membros do corpo docente ficaram feridos.
Segundo o ministério do Interior, um quarto de milhão de pessoas manifestou-se em toda a França na terça-feira, com pelo menos 488 detenções e 43 elementos das forças de segurança feridos.
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