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Itália e Espanha procuram pôr fim à disputa de fronteira após encontro Meloni-Sánchez

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, e Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana
Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, e Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana -  Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved
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De Vincenzo Genovese
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A italiana Giorgia Meloni, que se reuniu com o espanhol Pedro Sánchez, acordou uma breve prorrogação para alinhar o fim dos controlos fronteiriços italianos com as medidas recíprocas da Espanha. Roma e Madrid afirmam que irão procurar alternativas, mas continuam em desacordo quanto à migração.

Itália prolongou na sexta-feira em apenas sete dias os controlos temporários nas fronteiras sobre chegadas provenientes de Espanha, num sinal de desanuviamento das relações entre Roma e Madrid após semanas de tensão em torno da migração.

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A decisão foi tomada após uma reunião a sós entre a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e o seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, à margem da cimeira da UE em Bruxelas, disse um diplomata à Euronews.

Os controlos fronteiriços foram inicialmente introduzidos a 1 de agosto, por um mês, após a chegada de quase 90 000 migrantes irregulares ao enclave espanhol de Ceuta. O governo italiano veio depois prolongá-los por mais 15 dias em três ocasiões distintas, suspendendo de facto as regras de livre circulação com Espanha.

Espanha introduziu uma medida recíproca, também renovada de cada vez, em resposta aos controlos, que considerou injustificados. A última prorrogação espanhola devia terminar a 22 de outubro. As medidas dos dois países ficam assim alinhadas e expiram no mesmo dia.

Segundo fontes diplomáticas italianas e espanholas, os ministros do Interior dos dois países deverão encontrar medidas alternativas na próxima semana.

Neste momento, os controlos aleatórios realizam-se em aeroportos e portos, uma vez que os dois países não têm fronteira terrestre comum.

De acordo com o ministro do Interior italiano, quase 500 000 pessoas foram fiscalizadas no primeiro mês de controlos. Trinta e uma, entre elas oito cidadãos marroquinos, viram a entrada recusada, sem que o ministro tenha esclarecido se tinham chegado a Espanha com o afluxo maciço a Ceuta.

Segundo o governo espanhol, nenhum migrante irregular passou de Ceuta para o território continental espanhol.

Meloni, que lidera um governo de extrema-direita, e Sánchez, dirigente de centro-esquerda, têm-se confrontado repetidamente sobre a política de migração.

Os dois deverão voltar a estar em campos opostos na cimeira europeia de sexta-feira, onde a migração volta a figurar na agenda dos líderes da UE, com um debate estratégico previsto para o almoço.

Entre outros temas, será discutido o plano de Espanha para regularizar cerca de 600 000 migrantes indocumentados. Vários países manifestam preocupação com um possível efeito dominó na UE e com o risco de a medida funcionar como “fator de atração”, trazendo mais migrantes irregulares.

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