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Macron diz que não há lugar para a violência e promete que os vândalos serão detidos

Presidente francês Emmanuel Macron fala durante uma conferência de imprensa na cimeira da UE em Bruxelas, sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Presidente francês Emmanuel Macron fala durante uma conferência de imprensa na cimeira da UE em Bruxelas, sexta-feira, 16 de outubro de 2026 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Malek Fouda
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Macron prometeu deter todos os que incitaram a desordem e responsabilizá-los pelos crimes cometidos. Lecornu, primeiro-ministro, salientou que os escassos fundos públicos não podem financiar, sem limite, os estragos causados pelos vândalos.

Polícia e manifestantes envolveram-se em confrontos violentos em Paris e noutras cidades francesas no sábado, numa altura em que meio milhão de pessoas saiu à rua contra a inflação galopante, deixando um manifestante sem uma mão, provocando vários focos de incêndio e levando dezenas de lojas a serem completamente saqueadas.

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A vaga de distúrbios, que se segue a semanas de protestos estudantis, aprofunda a incerteza política em França numa altura em que o país se prepara, dentro de seis meses, para eleições que irão substituir o presidente Emmanuel Macron.

“Não há lugar para a violência na nossa República. Os que atacaram as prefeituras e saquearam as empresas serão levados à justiça e punidos”, escreveu Macron já ao fim do dia de sábado, numa publicação na rede X.

“Às forças de segurança, garantes do direito de manifestação, expresso o apoio da Nação.”

“Estaremos todos unidos contra os semeadores de caos, que procuram apenas derrubar as nossas instituições e impedir quem expressa pacificamente as suas reivindicações de o fazer”, acrescentou.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, condenou a “violência de intensidade extrema” registada ao longo do dia.

“Os protestos pacíficos têm o seu lugar na nossa República. Os incêndios, os saques e as agressões não têm absolutamente nenhum. Hoje, grupos da ultraesquerda organizaram violência em várias cidades francesas; delinquentes juntaram-se para pilhar e destruir”, escreveu na rede X.

Cerca de 550 000 pessoas participaram nas manifestações, com perto de 400 detenções, segundo o Ministério do Interior, enquanto o sindicato CGT falou em 800 000 participantes.

Um manifestante segura um cartaz com a fotografia do presidente francês Emmanuel Macron em frente a um posto de turismo em chamas durante um protesto em Lyon, França, sábado, 17 de outubro de 2026
Um manifestante segura um cartaz com a fotografia do presidente francês Emmanuel Macron em frente a um posto de turismo em chamas durante um protesto em Lyon, França, sábado, 17 de outubro de 2026 Laurent Cipriani/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

A polícia recorreu a gás lacrimogéneo e canhões de água contra manifestantes mascarados em Paris e noutras cidades, que lançaram projéteis e dispararam fogo de artifício. Vários veículos estacionados foram incendiados na capital, com fumo a erguer-se sobre o centro.

Na cidade de Saint-Étienne, no sul de França, um manifestante ficou sem uma mão devido a uma granada policial de dispersão, revelou uma fonte policial à agência AFP.

O ferimento ocorreu poucas semanas depois de, a 5 de outubro, um jovem de 15 anos ter perdido uma mão devido a uma granada atordoante da polícia durante outro protesto na cidade de Lens, no norte do país.

Manifestantes atacam um posto de turismo durante uma manifestação contra o aumento do custo de vida, que se junta às reivindicações estudantis, em Lyon, França, sábado, 17 de outubro de 2026
Manifestantes atacam um posto de turismo durante uma manifestação contra o aumento do custo de vida, que se junta às reivindicações estudantis, em Lyon, França, sábado, 17 de outubro de 2026 Laurent Cipriani/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

Em Lyon, manifestantes incendiaram um posto de turismo no centro da cidade e invadiram as câmaras municipais de Marselha e Lille, bem como um complexo policial em Bordeaux, vandalizando as instalações antes de abandonarem o local.

Em Limoges, as chamas atingiram o telhado da câmara municipal após um grupo ter atacado o edifício no seguimento dos protestos.

Dezenas de lojas foram saqueadas em Paris, Marselha, Nice, Bordeaux e Lille, onde uma loja da Apple foi completamente esvaziada, segundo testemunhas.

Manifestantes entram em confronto com a polícia durante uma manifestação contra o aumento do custo de vida, que se junta às reivindicações estudantis, em Paris, sábado, 17 de outubro de 2026
Manifestantes entram em confronto com a polícia durante uma manifestação contra o aumento do custo de vida, que se junta às reivindicações estudantis, em Paris, sábado, 17 de outubro de 2026 Emma Da Silva/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

Uma multidão de mais de 300 manifestantes tentou avançar pela avenida dos Champs-Élysées, em Paris, onde se concentram as principais lojas de luxo. Quando a polícia lançou gás lacrimogéneo para bloquear a marcha, ouviram-se gritos de “All cops are bastards” (ACAB), um dos principais slogans do protesto.

Presidente da Câmara de Paris, Emmanuel Gregoire, afirmou que “ruas inteiras ficaram devastadas” na região da capital.

Outras fontes • AFP

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