O incidente é o mais recente de uma série crescente de incursões e incidentes com drones na frente leste da NATO, muitos dos quais serão reflexo da guerra da Rússia na Ucrânia.
Caças da NATO foram acionados no domingo depois de um objeto voador não identificado, suspeito de ser um drone, ter entrado no espaço aéreo da Lituânia, indicaram as autoridades lituanas e as forças armadas letãs.
Os militares da Letónia referiram que parecia que os caças “não tinham abatido o veículo aéreo não tripulado suspeito” e que era possível que este “tivesse explodido sozinho”.
O incidente ocorreu perto da fronteira com a Letónia e desencadeou vários alertas aéreos, acrescentou.
Segundo o ministro da Defesa lituano, Robertas Kaunas, caças que realizavam uma missão de defesa aérea da NATO estavam a seguir o objeto no distrito de Biržai, no norte da Lituânia, na manhã de domingo.
“Devido às difíceis condições meteorológicas, os pilotos dos caças não conseguem, de momento, identificar visualmente o objeto”, escreveu numa publicação nas redes sociais.
A origem do drone suspeito continua por esclarecer. Prosseguem as investigações, com militares lituanos a deslocarem-se ao local onde se perdeu o sinal de rádio para efetuarem uma inspeção no terreno.
O incidente é o mais recente de uma série crescente de incursões e incidentes com drones ao longo do flanco leste da NATO, muitos dos quais se considera serem reflexo da guerra da Rússia na Ucrânia.
O episódio surge depois de as autoridades romenas terem anunciado, no sábado, que caças F-16 da Roménia tinham abatido dois drones sobre o mar Negro.
Os aparelhos foram acionados depois de os sistemas de vigilância por radar detetarem vários alvos aéreos, informou o Ministério da Defesa romeno. Mais tarde, anunciou que se tratava de “drones de ataque a jato da família Geran”.
O ministro da Defesa, Radu Miruta, afirmou que o primeiro drone entrou no espaço aéreo romeno por volta das 17h59 e foi abatido “em dois minutos”, 25 quilómetros a sudeste da cidade de Sulina.
“O segundo drone, na mesma área, foi intercetado e abatido às 18h05, cinco minutos depois de entrar no espaço aéreo nacional, 20 quilómetros a leste de Sulina”, acrescentou.