Num comunicado divulgado segunda-feira de manhã, o Palácio do Eliseu anunciou que o presidente francês recusou a demissão do ministro do Interior, “tendo em conta a necessidade de um comando contínuo das forças de segurança no contexto atual”.
Após os numerosos episódios de violência do passado sábado, em várias grandes cidades francesas, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, apresentou a sua demissão ao presidente Emmanuel Macron, que a recusou.
Num comunicado publicado na manhã de segunda-feira, o Palácio do Eliseu precisa que Emmanuel Macron lhe pediu para mobilizar “o mais rapidamente possível, no terreno, novos modos de ação (…) contra os vândalos”.
A presidência francesa justifica esta recusa “tendo em conta a necessidade de um comando contínuo das forças de segurança no contexto atual”.
Emmanuel Macron assinala igualmente “falhas de antecipação e de informação”, que levaram a motins, destruição e saque de numerosos estabelecimentos comerciais.
Prevê-se que o primeiro-ministro Sébastien Lecornu reúna, a partir das 10 horas, uma célula interministerial de crise.
Por seu lado, depois de se ter pronunciado domingo à noite sobre a violência do dia anterior, o presidente francês mantém a sua digressão diplomática pelo Golfo. A partir desta segunda-feira, desloca-se ao Kuwait, aos Emirados Árabes Unidos, ao Bahrein e ao Qatar, no âmbito de esforços para garantir volumes de petróleo e gasóleo que permitam baixar os preços dos combustíveis.