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Ministros africanos da Saúde convocam reunião de crise sobre Ébola após caso confirmado na Nigéria

Profissional de saúde fala com uma colega no centro de tratamento de Ébola em Beni, província de Kivu Norte, Congo.
Profissional de saúde fala com colega no centro de tratamento do Ébola em Beni, província de Kivu Norte, República Democrática do Congo -  Direitos de autor  AP Photo/Sebastien Kitsa Musayi
Direitos de autor AP Photo/Sebastien Kitsa Musayi
De Marta Iraola Iribarren
Publicado a •Últimas notícias
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Ministros da Saúde africanos reúnem-se de emergência para discutir o Ébola, depois de a Nigéria se tornar o quarto país a confirmar um caso. A doente está isolada e os seus contactos, incluindo o marido, de nacionalidade suíça, estão a ser vigiados.

Os Centros Africanos para o Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) apelam a uma ação urgente para conter o surto de Ébola em expansão e estão a reunir os ministros da Saúde africanos para coordenar a resposta, numa altura em que a Nigéria se torna o mais recente país a confirmar um caso.

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O surto começou na República Democrática do Congo e, até agora, já se espalhou também para o Quénia e para o Uganda; este último afirma não registar casos neste momento. Esta disseminação geográfica pela África Central, Oriental e Ocidental exige uma ação urgente e coordenada, sublinhou o Africa CDC.

“O Ébola está a atravessar fronteiras. A nossa resposta tem de ser mais rápida, com uma coordenação mais forte, maior solidariedade e liderança política decisiva”, afirmou Jean Kaseya, diretor-geral do Africa CDC, num comunicado de imprensa (fonte em inglês).

“Este continente tem a experiência e a capacidade necessárias. Temos de as mobilizar em conjunto para travar este surto e salvar vidas”, acrescentou.

Na terça-feira, a Nigéria comunicou o primeiro caso, ligado a um viajante proveniente do Uganda que chegou ao país no início deste mês.

O Uganda, que em julho se declarou livre de Ébola depois de registar 20 casos, rejeitou as alegações de que o primeiro caso na Nigéria teve origem no país.

“Viajar através do Uganda não prova que a infeção ocorreu aqui. O local de exposição continua sob investigação”, afirmou o ministério num comunicado publicado na rede X. O ministério insiste que o país não tem “quaisquer casos ativos de Ébola confirmados”.

As autoridades nigerianas indicaram que estão a rastrear 44 contactos.

O doente, que entrou na Nigéria em 5 de outubro, foi inicialmente tratado para malária, mas não recuperou, o que despertou suspeitas entre os médicos que o assistiam, explicou Odianosen Ehiakhamen, diretor-adjunto do Centro Nigeriano de Controlo de Doenças, segundo noticiaram (fonte em inglês) os órgãos de comunicação social locais. O paciente está agora em isolamento e a receber cuidados médicos (fonte em inglês).

Ehiakhamen adiantou que a maioria dos contactos são profissionais de saúde, além do cônjuge do doente, de nacionalidade suíça.

O Ébola é altamente contagioso e transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de uma pessoa infetada, incluindo sangue e vómito, ou através de contacto com materiais e superfícies contaminados, como roupa de cama e vestuário. A República Democrática do Congo enfrenta o surto mais mortal de sempre, com pelo menos 4 000 mortes desde maio e 9 552 casos confirmados.

O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existe qualquer vacina autorizada nem tratamento específico, embora estejam em curso ensaios clínicos na República Democrática do Congo.

O risco de importação para a Europa a partir das zonas do surto continua muito baixo, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

“Embora não se possam excluir importações esporádicas, a probabilidade de múltiplas importações independentes é muito baixa, mesmo num cenário pessimista em que a incidência continua a aumentar nas regiões afetadas”, escreveu o Centro no seu sítio na internet.

Outras fontes • AP

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