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Cheias na Austrália fecham escolas e obrigam a evacuações

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Arquivo – Homem sentado na varanda de casa rodeada por inundações em Port Macquarie, a norte de Sydney, Austrália, 23 de maio de 2025. (Lindsay Moller/AAP Image via AP)
ARQUIVO – Homem sentado na varanda de uma casa rodeada por cheias em Port Macquarie, a norte de Sydney, Austrália, 23 de maio de 2025. (Lindsay Moller/AAP via AP) -  Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi
Publicado a •Últimas notícias
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Um repórter de televisão atirou-se à água para salvar um condutor cujo carro se afundava rapidamente em Morayfield, no estado de Queensland.

A chuva torrencial provocou cheias repentinas no sudeste de Queensland, na Austrália, onde foram batidos vários recordes de precipitação em outubro. A chuva deixou vários condutores encurralados, obrigou ao encerramento de escolas e motivou centenas de chamadas de emergência em dois dias.

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A intempérie começou na quinta-feira, quando uma estação de tratamento de água perto de Moreton Bay, a norte de Brisbane, registou mais de 250 milímetros de chuva em 24 horas.

Em alguns locais, caíram perto de 180 milímetros em apenas três horas. Beerburrum viveu o dia de outubro mais chuvoso de sempre, enquanto Toowoomba registou a maior precipitação de outubro dos últimos 29 anos.

As inundações danificaram infraestruturas, interromperam o fornecimento de eletricidade e levaram ao encerramento de 14 escolas.

As autoridades apelaram aos residentes em partes de Caboolture e Burpengary para se prepararem para evacuar essas zonas, numa altura em que uma nova vaga de chuva atingiu o sudeste de Queensland na sexta-feira, agravando os estragos.

Repórter lança-se às águas da cheia para salvar condutor preso

Um dos momentos mais dramáticos da crise ocorreu em Morayfield, na quinta-feira, quando o repórter da Australian Broadcasting Corporation (ABC) Will Murray e um transeunte se atiraram às águas da cheia para resgatar um condutor preso num carro que se afundava rapidamente.

Murray contou à ABC que o veículo começou a flutuar e a afundar-se poucos segundos depois de entrar na estrada inundada, sem deixar tempo para esperar pelos serviços de emergência.

“Eu e o meu colega começámos a vê-lo afundar-se cada vez mais na água e pensámos: ‘bem, não temos tempo para esperar’”, disse Murray.

“Então tirei os sapatos, dei os óculos ao meu colega e atirei-me à água, comecei a nadar. E, felizmente, alguém que estava por perto também se atirou para me dar uma ajuda.”

Os dois tentaram inicialmente partir o vidro traseiro do carro, mas acabaram por ter de passar para o lado do veículo. O que Murray viu pela janela de trás deixou clara a urgência da situação.

“Não conseguimos abrir aquela porta. Subi para a caixa da carrinha, olhei pela janela de trás e via-se que a água já lhe chegava mais ou menos aos ombros, quase ao queixo, era assustador, e o carro ia inclinando para baixo”, contou.

Conseguiram finalmente abrir uma porta e puxar o condutor para um local seguro. Não há registo de feridos.

As autoridades já tinham emitido avisos de cheia para toda a zona.

Pelo menos oito estações meteorológicas registaram mais de 300 milímetros de chuva entre quarta-feira e a manhã de sexta-feira, mais de três vezes o volume inicialmente previsto pelos serviços de meteorologia.

Prevê-se que o tempo chuvoso continue durante o fim de semana, com os previsores a alertarem para um novo pico na segunda-feira e para a possibilidade de uma frente fria alterar o padrão meteorológico mais para o fim da semana.

Partes do estado de Nova Gales do Sul estão agora também na trajetória do sistema de tempestade.

Outras fontes • AP

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