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Estados Unidos: primeiro carregamento de gasóleo russo segue ao abrigo de acordo Trump-Putin

Fotografia de arquivo de outro petroleiro com bandeira de Malta, o Odessa, visto perto do porto de Daesan, em Seosan, Coreia do Sul, sexta-feira, 8 de maio de 2026
Foto de arquivo de outro petroleiro com bandeira de Malta, Odessa, visto perto do porto de Daesan, em Seosan, Coreia do Sul, sexta-feira, 8 de maio de 2026. -  Direitos de autor  AP Photo/Ahn Young-joon
Direitos de autor AP Photo/Ahn Young-joon
De Doloresz Katanich
Publicado a •Últimas notícias
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A remessa, com cerca de 40 000 toneladas de gasóleo, resulta de um acordo que aliviou temporariamente as sanções dos EUA ao gasóleo russo, numa altura em que Trump procura baixar os preços dos combustíveis.

Um petroleiro que transporta gasóleo russo segue rumo a Nova Iorque depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado um acordo com Moscovo no início de outubro, segundo dados da empresa de rastreio marítimo Kpler.

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O petroleiro Agioi Fanendes, com pavilhão de Malta, carregou cerca de 40 000 toneladas de gasóleo de muito baixo teor de enxofre, aproximadamente 300 000 barris, no porto russo de Primorsk, no mar Báltico.

O navio indica Nova Iorque como destino, com chegada prevista para 7 de novembro, de acordo com a Kpler. Isso será quatro dias depois das eleições intercalares nos EUA.

Dados de transporte marítimo separados da LSEG também apontam para uma carga de 40 000 toneladas.

Se for entregue como indicado, será a primeira carga de gasóleo ou gasóleo leve russos expedida para os Estados Unidos rastreada pela Kpler desde julho de 2023 e o primeiro carregamento de gasóleo de Primorsk para Nova Iorque desde janeiro de 2022.

O comprador e o vendedor não eram de imediato conhecidos.

Na quarta-feira, agências noticiosas russas citaram o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, responsável pela política energética, a dizer que o primeiro carregamento de gasóleo russo com destino aos Estados Unidos partiria no dia seguinte. Acrescentou que se seguiriam mais carregamentos, à medida que empresas russas e norte-americanas acertassem contratos para as entregas.

A 9 de outubro, Trump anunciou um acordo entre Washington e Moscovo para o fornecimento de gasóleo russo aos mercados dos EUA e internacionais, aliviando temporariamente as sanções norte-americanas sobre o gasóleo russo. A Rússia também aceitou levantar a sua própria proibição de exportar gasóleo.

Trump afirmou que a Rússia forneceria de imediato 300 000 toneladas, seguidas de 500 000 toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “imediatamente depois”.

A medida foi vista como uma tentativa de baixar os preços dos combustíveis para os consumidores norte-americanos antes das eleições intercalares nos EUA. Suscitou fortes críticas da Ucrânia e dos seus aliados, incluindo membros do Partido Republicano de Trump.

A decisão surge também depois de as exportações de gasóleo russo se terem deslocado sobretudo para o Brasil, a Turquia e países africanos, na sequência do embargo da UE aos produtos petrolíferos russos em fevereiro de 2023.

Outras fontes • AFP

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