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Maré negra atinge praias dos EAU enquanto se multiplicam os ataques a petroleiros perto do Estreito de Ormuz

ARQUIVO: Um barco flutua enquanto navios comerciais surgem fundeados no Estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, 13 de outubro de 2026
ARQUIVO: Um barco flutua enquanto navios comerciais permanecem ancorados no estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, 13 de outubro de 2026 -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Jane Witherspoon & Toby Gregory & Euronews Dubai bureau
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Segundo o Ministério das Alterações Climáticas dos EAU, foram mobilizadas equipas para conter um derrame que atingiu as praias de Umm Al Quwain, dias depois de um petroleiro ter sido atingido por um projétil ao largo da costa, provocando um incêndio.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, na sexta-feira, um vazamento de petróleo provocado por um petroleiro ao largo da sua costa, numa altura em que numerosos navios nas águas do Golfo têm sido alvo de ataques no âmbito da guerra em curso com o Irão.

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"Detetámos um derramamento de petróleo de um petroleiro que está a afetar as praias de Umm Al Quwain", afirmou o Ministério das Alterações Climáticas e do Ambiente, referindo-se a um emirado a norte de Dubai.

Segundo o ministério, "as equipas iniciaram de imediato operações de contenção, delimitação, limpeza e mitigação para limitar os impactos ambientais", tendo acrescentado que as praias do emirado foram encerradas.

Nos últimos dias, muitos residentes do norte do país relataram nas redes sociais a presença de cheiros invulgares a petróleo, inclusive em bairros do norte de Dubai.

Nas últimas semanas, têm sido relatados ataques frequentes a navios perto do estreito de Ormuz, cujo controlo continua a ser o centro da guerra entre o Irão e os Estados Unidos da América.

Em 9 de outubro, a agência de segurança marítima UKMTO comunicou que um navio tinha sido atingido por um projétil ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, tendo o incêndio sido posteriormente controlado.

Segundo a empresa de segurança marítima Vanguard, o navio em questão era o petroleiro GEM NO.2, que navegava sob bandeira panamiana.

Antes da guerra desencadeada pelos ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão no final de fevereiro, cerca de um quinto do petróleo mundial passava pelo Estreito de Ormuz. Tanto Teerão como Washington impuseram bloqueios no estreito, com o Irão a visar repetidamente navios de carga que utilizam a secção sul da via marítima.

No início desta semana, a Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) declarou num comunicado que tem como alvo os petroleiros que tentem utilizar o que Teerão designa unilateralmente como uma rota não autorizada através da zona sul do estreito, junto à costa de Omã.

No entanto, Teerão não tem qualquer autoridade, segundo o direito marítimo internacional, para restringir ou autorizar a passagem por Ormuz, a qual está sujeita ao direito de passagem em trânsito, previsto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) situam-se perto do estreito, a apenas 40 a 50 milhas náuticas do seu ponto mais estreito.

Outras fontes • AFP

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