Ministro da Digitalização, Krzysztof Gawkowski, promete apertar o controlo sobre plataformas online com conteúdos ilegais e quer que as tecnológicas respondam pela segurança das crianças
“As grandes empresas tecnológicas têm de ser agarradas pelo pescoço e não largadas” – afirmou Krzysztof Gawkowski, em entrevista à Euronews durante o Fórum Europeu de Novas Ideias.
O vice-primeiro-ministro referia-se assim ao problema dos conteúdos nocivos na internet, tema que voltou ao centro do debate após os mais recentes casos de violência em escolas polacas.
Gawkowski anuncia encontro
Gawkowski anunciou um encontro com os representantes das principais plataformas digitais. O ministro frisou que pretende deixar claro que estas empresas também são responsáveis pelo bem-estar das crianças na internet. Caso não removam conteúdos ilegais, o Governo pretende identificar publicamente os casos de inação e denunciar as práticas que ponham em causa a segurança dos cidadãos.
O vice-primeiro-ministro salientou que o problema não reside apenas na presença de conteúdos perigosos, mas também na resposta demasiado lenta das plataformas às denúncias efetuadas pelo Estado. Na sua opinião, as empresas tecnológicas muitas vezes evitam remover materiais que deveriam ser considerados ilegais porque obtêm benefícios com eles.
Defendeu a introdução, o mais rapidamente possível, de normas que permitam a eliminação eficaz deste tipo de conteúdos. A título de exemplo, referiu-se a material pedófilo, ameaças criminalmente puníveis e publicações que incitam ao suicídio. Chamou ainda a atenção para as tentativas de transmitir acontecimentos perigosos na internet.
Referiu que a lei anterior, que visava permitir uma resposta mais eficaz aos conteúdos ilegais na internet, foi vetada pelo Presidente Karol Nawrocki. Perante esta situação, o Governo tenciona procurar outras formas de pressionar as grandes plataformas digitais globais.
"Cada plataforma digital tem de ser responsabilizada. Se alguém lucra com os dados dos cidadãos polacos, também tem de assumir a respetiva responsabilidade" — sublinhou.