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Reino Unido: Revolut lança plataforma para investir em tecnológicas privadas

A aplicação Revolut exibida num smartphone.
Aplicação Revolut exibida num smartphone. -  Direitos de autor  Revolut
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De Greta Ruffino
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Revolut lança esta segunda-feira a Revolut Ventures, plataforma criada com o Carne Group que permite a investidores elegíveis aceder a empresas tecnológicas privadas, mercado até aqui reservado a grandes fortunas e instituições

As empresas tecnológicas privadas demoram mais tempo a entrar em bolsa, com a idade mediana à data da cotação a subir de 6,9 anos em 2014 para 11 anos em 2025, de acordo com dados citados pela Revolut num comunicado divulgado esta segunda-feira.

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Isso significa que uma maior parte do seu crescimento ocorre antes de as ações ficarem disponíveis nos mercados públicos e acessíveis aos investidores de retalho.

“Com a Revolut Ventures, queremos derrubar uma das últimas barreiras na gestão de patrimónios: a exclusão dos investidores de retalho das empresas não cotadas”, declarou Rolandas Juteika, responsável de Revolut Wealth and Trading (EEE) na Revolut.

“Grande parte da criação de valor acontece muito antes de uma IPO e, ao gerirmos a nossa própria plataforma, damos aos investidores particulares a oportunidade de aceder aos futuros líderes de mercado diretamente a partir da aplicação da Revolut”, acrescentou Juteika.

A nova plataforma deverá ficar disponível em 2027 e será integrada na aplicação da Revolut, ao lado das opções de investimento já existentes, incluindo ações, fundos cotados em bolsa (ETFs), obrigações e fundos de mercado monetário.

O anúncio surge após a introdução, em julho de 2026, de produtos de investimento em mercados privados em países selecionados do Espaço Económico Europeu (EEE).

No entanto, os investimentos em empresas privadas comportam riscos significativos.

Contrariamente às ações cotadas em bolsa, estes ativos são mais difíceis de vender e os investidores podem perder uma parte substancial ou mesmo a totalidade do capital investido.

O lançamento acontece numa altura em que a Revolut continua a expandir a sua atividade, depois de ter obtido este ano licenças bancárias plenas no Reino Unido e em França.

A fintech britânica, que procura diversificar as suas fontes de receita, está também a ponderar uma dupla entrada em bolsa em Londres e Nova Iorque, embora ainda não exista data confirmada.

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