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Cessar-fogo mediado pelos EUA começa em Oleshky, ataques atingem Kiev

Operacionais de emergência removem destroços e infraestrutura danificada junto de carro destruído após ataque russo noturno em Kiev, Ucrânia, 27 de outubro de 2026
Equipas de emergência limpam destroços e estrada danificada junto a carro destruído após ataque russo durante a noite em Kiev, Ucrânia, 27 de outubro de 2026 -  Direitos de autor  AP Photo/Dan Bashakov
Direitos de autor AP Photo/Dan Bashakov
De Emma De Ruiter
Publicado a •Últimas notícias
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Ao anunciar na sexta-feira que tinha mediado o cessar-fogo, Melania Trump afirmou que responsáveis civis da Rússia e da Ucrânia vão visitar os residentes em casa e “avaliar o nível de apoio de que precisam”.

Um cessar-fogo localizado, mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, na cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia, entrou em vigor no início da manhã desta terça-feira.

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A trégua local começou às 03:00 para permitir a entrada de uma missão de ajuda em Oleshky, no sul da Ucrânia, ainda esta semana.

Segundo o seu gabinete, Melania Trump liderou conversações com negociadores civis da Rússia e da Ucrânia, depois de se reunir com responsáveis da ONU que a informaram sobre a situação na localidade.

A missão de ajuda está prevista antes de uma nova ronda de negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos e esperadas para o próximo mês, com o objetivo de pôr fim à guerra após mais de quatro anos e meio de combates.

Cerca de 2 mil pessoas permanecem retidas em Oleshky, com alimentos e medicamentos cada vez mais escassos. Não conseguem sair devido à presença de minas explosivas e a ataques de drones na zona, segundo a ONU.

Negociadores russos e ucranianos, bem como as forças armadas dos dois países, confirmaram em comunicados separados que o cessar-fogo teve início.

Ao anunciar, na passada sexta-feira, que tinha mediado o cessar-fogo, Melania Trump afirmou que responsáveis civis da Rússia e da Ucrânia visitariam os residentes nas suas casas e “determinariam o nível de apoio de que necessitam”.

“Os residentes que desejarem ser retirados receberão apoio coordenado e transporte para o destino da sua preferência. Prevejo que alguns queiram ir para a Rússia e outros para a Ucrânia”, declarou.

O canal norte-americano de direita Newsmax afirmou ter obtido “acesso televisivo exclusivo” para acompanhar os observadores que entrarão na cidade na quinta-feira.

Rússia lança vaga de ataques contra Kiev

Minutos depois das 03:00, várias explosões de mísseis balísticos abalaram Kiev e soaram alertas aéreos em várias partes do país.

Um ataque russo danificou uma ponte importante sobre o rio Dnipro, em Kiev, afirmou o autarca da cidade.

“Um ataque atingiu a Ponte do Sul. A infraestrutura do metro na ponte também foi danificada”, escreveu o presidente da câmara Vitaly Klitschko no Telegram, acrescentando as autoridades municipais que o serviço de comboios na travessia foi suspenso.

Na noite de segunda-feira, a capital também foi alvo de ataque, quando mísseis balísticos russos danificaram o recinto de uma universidade em Kiev, matando uma pessoa e ferindo outras dez, indicaram as autoridades locais. Em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, as autoridades relataram que ataques na noite de segunda-feira mataram duas pessoas e feriram quatro.

“É importante que o mundo veja que a Rússia não mostra mais nada senão vontade de matar e de continuar a fazer a guerra”, escreveu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, numa mensagem publicada online pouco depois.

"A Ucrânia não pode ser deixada sozinha a enfrentar esta situação, e a culpa de a guerra ainda se prolongar e de as pessoas continuarem a morrer recai exclusivamente sobre a Rússia. Por favor, cuidem de vocês próprios. Todos os parceiros devem apoiar a Ucrânia – na defesa das vidas humanas", acrescentou.

Outras fontes • AP, AFP

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