Após dias de especulação, Jay‑Z, o rapper que se tornou o primeiro multimilionário do hip‑hop como executivo e empresário, regressa às origens e atua no intervalo do Super Bowl
Jay-Z passa dos bastidores para liderar o próximo espetáculo do intervalo do Super Bowl, o mini-concerto que o seu grupo de entretenimento Roc Nation ajuda a produzir há quase uma década.
Magnata do rap norte-americano vai liderar a celebração do principal evento do futebol americano, no SoFi Stadium, no Dia de São Valentim, 14 de fevereiro, em Inglewood, Califórnia.
“De 'Reasonable Doubt' a subir ao palco do intervalo do Super Bowl, tem sido uma viagem”, afirmou, em comunicado, o rapper de 56 anos, nascido Shawn Carter. “Trinta anos de música, trabalho e cultura no maior palco do mundo. Esta caminhada continua a ser um sonho tornado realidade.”
A revelação surge vários dias depois de terem aparecido as primeiras notícias a associar Jay-Z à atuação, numa altura em que as conversas online questionavam a sua relevância, face à ausência das tabelas de vendas.
Já o comissário da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), Roger Goodell, não manifestou quaisquer dúvidas sobre o poder de atração de Jay-Z. Na noite de segunda-feira, afirmou que o nome do rapper figura na lista de preferências da NFL para atuar desde 2019, quando a liga estabeleceu a parceria com a Roc Nation. Na altura, Jay-Z disse-lhe: “Se isto é sobre eu atuar no Super Bowl, então podemos terminar esta conversa já.”
De Reasonable Doubt ao grande palco do Super Bowl
Espetáculo do intervalo tem arrecadado Emmys nos últimos anos. A atuação de Bad Bunny, em fevereiro, conquistou um recorde de sete prémios, incluindo melhor programa de variedades (ao vivo), enquanto o espetáculo de Kendrick Lamar, no ano passado, foi distinguido pela direção musical.
Jay-Z apresentou uma série de concertos esgotados nos Estados Unidos, em Londres e em Paris antes de passar pelo SoFi Stadium, no fim de semana, onde encerrou a celebração dos 30 anos do seu álbum de estreia, “Reasonable Doubt”.
Conta 25 Grammys e 89 nomeações, o segundo maior total da história, apenas atrás da mulher, Beyoncé, que atuou em dois Super Bowls. O seu catálogo inclui ainda os álbuns “The Blueprint” e “The Black Album”, bem como êxitos como “Hard Knock Life (Ghetto Anthem)”, “99 Problems” e “Empire State of Mind”, a colaboração com Alicia Keys.
Jay-Z tornou-se, em 2017, o primeiro rapper a entrar para o Songwriters Hall of Fame e, em 2021, juntou-se ao Rock & Roll Hall of Fame.
O seu império estende-se do champanhe ao conhaque, passando pela gestão desportiva e por investimentos tecnológicos em desenvolvimento, que contribuíram para que a revista Forbes o considerasse, em 2019, o primeiro bilionário do hip-hop. É também vencedor de quatro Emmys.
A Roc Nation será produtora executiva do espetáculo do intervalo, realizado por Hamish Hamilton.