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Israel: bloco de Netanyahu lidera eleições mas não obtém maioria

Minarete da mesquita Hassan Bek ergue-se ao fundo enquanto um transeunte passa por uma bandeira israelita em Telavive, Israel, quinta, 29 de outubro de 2026.
Minarete da mesquita Hassan Bek surge em fundo enquanto um peão passa por uma bandeira israelita em Telavive, Israel, quinta-feira, 29 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Nathan Rennolds
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O resultado coloca Israel perante um período longo e provavelmente difícil de negociações, enquanto líderes partidários procuram formar governo

Os resultados finais da decisiva eleição legislativa desta semana em Israel mostraram que não houve um vencedor claro, com os dois principais blocos a ficarem bem aquém da maioria nos 120 lugares do Knesset.

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O bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ficou com 53 lugares, enquanto o campo da oposição, liderado pelo partido centrista Yashar do rival Gadi Eisenkot, terminou com 48.

O partido de direita Likud de Netanyahu manteve-se como a maior força, com 27 lugares, enquanto os partidos árabes conquistaram um recorde de 19 lugares no total.

O resultado significa que Israel se prepara agora para enfrentar um período longo e provavelmente difícil de negociações, enquanto os líderes partidários tentam formar um governo. Se não o conseguirem, os israelitas voltarão às urnas.

"Ra’am-gate"

Netanyahu acusou os partidos árabes de “roubarem” a eleição, apelando à polícia e ao serviço de segurança interna israelita Shin Bet para que realizem uma “investigação exaustiva sobre fraude eleitoral”.

O partido Likud também avançou com alegações de que financiamento estrangeiro tinha sido usado para influenciar eleitores na eleição. As acusações concentraram-se em alegar que o partido Ra'am tinha recebido dinheiro do Qatar.

“O escândalo ‘Ra’am-gate’ é um terramoto. As eleições israelitas foram roubadas”, afirmou o Likud num comunicado divulgado na quinta-feira.

Segundo relatos, o líder do partido Ra'am, Mansour Abbas, negou qualquer irregularidade e disse que veria com bons olhos uma investigação.

Numa publicação nas redes sociais, Eisenkot afirmou que a interferência externa era “inadmissível e extremamente grave” e apelou ao Shin Bet para que investigasse as acusações “de forma completa e imediata, sem parcialidade”.

Próximos passos

Daqui em diante, o presidente israelita Isaac Herzog vai consultar os líderes dos partidos eleitos para o Knesset antes de atribuir a tarefa de tentar formar governo ao candidato que considerar ter melhores hipóteses de obter apoio suficiente.

Pela legislação israelita, essa pessoa terá 28 dias para cumprir a missão. O presidente pode prolongar esse prazo por um máximo de 14 dias, se necessário.

Se esse processo falhar, o presidente pode dar a um segundo líder a oportunidade de formar governo, desta vez com um prazo máximo de 28 dias. Se esta segunda tentativa também não resultar, o Knesset pode solicitar que um terceiro candidato tenha essa oportunidade. Esse candidato terá 14 dias para completar a tarefa.

Se todas as tentativas falharem, será convocada outra eleição.

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