Chanceler alemão Friedrich Merz recebe o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy numa reunião de última hora em Berlim, centrada em mais ajuda militar, energia e novos fundos para a Ucrânia.
É esperado em Berlim, esta terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, numa visita surpresa: o chanceler alemão, Friedrich Merz, anunciou o encontro em cima da hora. No centro das conversações estarão provavelmente o reforço do apoio à Ucrânia e a tensa situação do abastecimento energético.
Por motivos de segurança, a visita não tinha sido anunciada publicamente com antecedência. Merz confirmou a chegada de Zelenskyy durante um evento da Câmara de Indústria e Comércio, em Berlim. “Ele estará de novo comigo por altura do almoço”, afirmou o chanceler federal, Friedrich Merz, segundo o canal de televisão n-tv.
Ucrânia precisa de apoio militar e financeiro
Perante os contínuos ataques russos contra a Ucrânia, a proteção da infraestrutura continua a ser um tema central. Nos últimos meses, as instalações energéticas voltaram repetidamente a ser alvo de ataques russos. Com o inverno a aproximar-se, garantir o abastecimento de energia assume uma importância particular.
Em termos militares, Kiev continua a depender de sistemas adicionais de defesa aérea. Há uma forte necessidade de mísseis de interceção para defender o país contra mísseis balísticos russos. Neste contexto, os sistemas Patriot norte-americanos são considerados particularmente importantes.
A Alemanha já transferiu para a Ucrânia a maior parte dos sistemas Patriot de que dispõe. Novas cedências seriam apenas possíveis se não colocassem em causa a própria defesa aérea.
Também o financiamento do Estado ucraniano deverá desempenhar um papel importante na reunião. Zelenskyy pediu, na cimeira da UE de outubro, fundos europeus adicionais de 70 mil milhões de euros para o próximo ano. Até agora, os chefes de Estado e de governo europeus ainda não fizeram qualquer compromisso concreto.
O financiamento da Ucrânia continuará na agenda das próximas cimeiras da UE. Em causa está, entre outros pontos, a programação orçamental de médio prazo da União Europeia.