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Coreia do Norte critica UE por projeto de resolução na ONU sobre direitos humanos

Líder norte-coreano Kim Jong-un participa em plenário alargado do Comité Central do Partido dos Trabalhadores no poder, em Pyongyang, 16 de junho de 2023
Líder norte-coreano Kim Jong-un participa numa reunião plenária alargada do Comité Central do Partido dos Trabalhadores no poder, em Pyongyang, 16 de junho de 2023 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou, no ano passado, que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte não melhorou na última década e, em muitos casos, até piorou.

A Coreia do Norte atacou duramente a União Europeia pelo seu projeto de resolução na ONU sobre os direitos humanos no país, segundo noticiou esta quinta-feira a comunicação social estatal, dizendo ao bloco para “ocupar-se dos seus próprios assuntos”.

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Pyongyang há muito que é acusada pelas Nações Unidas e por outros críticos de violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo gerir campos prisionais e restringir fortemente a liberdade de expressão e o acesso à informação, enquanto quase nada se sabe sobre o seu sistema de justiça penal.

A Assembleia Geral da ONU aprova todos os anos, desde 2005, uma resolução que condena as violações de direitos humanos da Coreia do Norte.

“A UE voltou a apresentar um ‘projeto de resolução’ que distorce flagrantemente a política e a situação dos direitos humanos na RPDC”, afirmou a missão norte-coreana junto da ONU, numa declaração divulgada pela agência oficial Korean Central News Agency, referindo-se ao país pelas iniciais do seu nome oficial.

O Norte qualificou a iniciativa como “uma farsa” e “uma provocação motivada politicamente”.

Bandeiras da União Europeia esvoaçam ao vento em frente à sede da UE em Bruxelas, 4 de novembro de 2026
Bandeiras da União Europeia esvoaçam ao vento em frente à sede da UE em Bruxelas, 4 de novembro de 2026 AP Photo

“Os direitos humanos não são, de forma alguma, monopólio do Ocidente”, afirmou.

“Em cidades por toda a Europa, de Paris a Bruxelas, onde se situa a sede da UE, as ruas enchem-se de manifestantes de todas as origens a exigir direitos tão elementares como o direito à existência”, acrescentou.

“A UE faria melhor em tratar dos seus próprios assuntos, em vez de exagerar ‘problemas de direitos humanos’ inexistentes.”

Espera-se que a Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU adote a resolução ainda este mês, antes de esta seguir para o plenário para aprovação final.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou no ano passado que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte não registou qualquer melhoria na última década e, em muitos casos, se agravou.

Outras fontes • AFP

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