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Europa investe 525 milhões de euros em start-ups de design de chips

Iniciativa do Chips Act aposta num segmento onde empresas europeias valem menos de 1% das receitas globais, num mercado de chips perto de máximos históricos
Chips Act: nova iniciativa visa segmento onde empresas europeias geram menos de 1% das receitas globais, à medida que mercado mundial de chips se aproxima de máximos -  Direitos de autor  Canva
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De Pascale Davies
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Uma nova iniciativa ao abrigo do Chips Act da UE visa um segmento em que as empresas europeias representam menos de 1% das receitas mundiais

A Europa espera estimular uma nova geração de empresas europeias de conceção de chips com uma aposta de 525 milhões de euros em start-ups.

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A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira a European Chip Design Platform (fonte em inglês), que pretende oferecer às empresas em fase inicial ferramentas de conceção, acesso a propriedade intelectual e à produção, bem como subsídios até 16 milhões de euros.

A conceção de chips é uma fase central da cadeia de valor dos semicondutores e é aí que surge grande parte da inovação do setor. No entanto, as empresas europeias geram atualmente menos de 1% das receitas globais neste segmento, afirmou a Comissão.

Responsáveis da UE consideram que isto fragiliza a estratégia mais ampla do bloco para os chips: a nova capacidade de produção na Europa só será sustentável se houver procura suficiente e grande parte dessa procura tiver de vir de projetistas europeus.

Os responsáveis acrescentam que está em causa mais do que as start-ups: as novas fábricas europeias só compensarão se os projetistas europeus gerarem essa procura.

“A European Design Platform dá às nossas start-ups e PME de chips o apoio de que precisam para ultrapassar os obstáculos e transformar as suas ideias inovadoras em silício”, afirmou Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, a Segurança e a Democracia.

“Mostra como a Europa está pronta para agir sobre os seus objetivos de soberania tecnológica, não apenas através de políticas e promessas, mas também investindo no nosso futuro”, acrescentou.

A posição da Europa na indústria mundial de chips tem estado sob pressão há vários anos.

O Chips Act foi concebido para elevar a quota da UE na produção mundial de semicondutores para 20% até 2030, a partir de uma base de cerca de 9% em 2020. Mas num relatório de 2025, o Tribunal de Contas Europeu concluiu que é muito improvável que essa meta seja alcançada.

Entretanto, a capacidade de produção de chips está concentrada em apenas algumas empresas.

A empresa taiwanesa TSMC fabrica atualmente cerca de sete em cada dez chips produzidos para outras empresas. Os chips mais avançados, que alimentam a inteligência artificial e os smartphones mais recentes, são feitos quase totalmente em Taiwan e na Coreia do Sul. Os Estados Unidos, a Europa e o Japão estão todos a tentar construir capacidade própria para reduzir essa dependência.

Os defensores do Chips Act sustentam que a legislação ajudou a inverter um longo declínio. Um responsável da Comissão afirmou que o diploma criou uma base sólida e recolocou a Europa numa trajetória de crescimento após duas décadas de queda.

A plataforma de conceção pretende desenvolver a procura e o know-how europeus logo no início da cadeia de valor, em vez de competir apenas na capacidade das fábricas.

Surge como parte do Chips Act da UE, que procura reforçar o ecossistema de semicondutores do bloco, tornar as cadeias de abastecimento mais resilientes e reduzir dependências externas.

O diploma define cinco objetivos estratégicos, incluindo desenvolver e reforçar a capacidade europeia de conceção em chips avançados. A criação de uma European Chip Design Platform através da Chips Joint Undertaking é um elemento central da legislação.

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