Unesco reconhece valor universal do Olimpo e integra-o entre os monumentos mais emblemáticos do mundo, coroando anos de esforço da Grécia
Inscreve-se o Olimpo na Lista do Património Mundial da UNESCO.
O mítico monte grego foi reconhecido por unanimidade como bem natural e cultural, de excecional valor universal para a humanidade, durante a 48.ª sessão do Comité do Património Mundial, que decorre desde 19 de julho na cidade de Busan, na Coreia do Sul.
A inclusão do Olimpo na Lista “constitui uma das mais importantes distinções internacionais, no domínio da proteção do património cultural e natural, pois reconhece o excecional valor universal da área mais ampla do Olimpo, colocando-o entre os monumentos mais emblemáticos”, refere um comunicado conjunto dos ministérios da Cultura e do Ambiente e Energia da Grécia.
“A partir de hoje, o mítico Olimpo torna-se montanha de toda a humanidade, que deverá ser protegida para sempre! A decisão unânime da UNESCO de o inscrever na lista dos monumentos do Património Mundial é um sucesso nacional de primeira ordem”, sublinha o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotaki,s numa publicação nas redes sociais.
A inscrição do Olimpo, mítica morada dos 12 deuses olímpicos, coroa um esforço de doze anos da Grécia. A montanha mais alta do país, com o cume a 2 918 metros, não é apenas uma paisagem natural única. Há séculos ocupa um lugar central na mitologia grega, já que, segundo a tradição, era a morada de Zeus e dos doze deuses do mundo antigo. Ao mesmo tempo, alberga um ecossistema rico, espécies raras de flora e fauna e importantes monumentos que ligam a região à história e à cultura.
França e Japão: praias do Dia D e antigas capitais entram na lista da UNESCO
Na mesma sessão, que analisou dezenas de candidaturas, foram ainda inscritas na Lista da UNESCO as cinco praias do desembarque aliado na Normandia, no âmbito da campanha para libertar a Europa Ocidental da ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
O Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, que avalia as candidaturas para o comité do património cultural, considerou que na área existem extensas ruínas de fortificações alemãs, marcas visíveis de bombardeamentos e navios naufragados, vestígios de um acontecimento histórico “que se considera ter permitido o regresso da liberdade e anunciado a paz duradoura no continente europeu”.
Também tiveram direito a lugar na lista da UNESCO as antigas capitais japonesas Asuka e Fujiwara e a região de Boma-Badingilo, no Sudão do Sul, que acolhe a maior migração terrestre de mamíferos do planeta, conhecida como Grande Migração do Nilo, que inclui, entre outros, cerca de 6 milhões de antílopes.
Foram ainda elevados a Património Mundial os teatros históricos da região de Marche, em Itália, o Royal Capetian no complexo de fortificações de Languedoc, em França, as 13 obras arquitetónicas emblemáticas Aalto Works, na Finlândia, o Waldsiedlung Zehlendorf, em Berlim, expansão do já existente conjunto “Siedlungen der Berliner Moderne” (zonas de transporte e residenciais do modernismo berlinense), o castelo de Alamut, no Irão, as roças de São Tomé e Príncipe, antigas propriedades agrícolas do século XIX, e a arquitetura moderna de Tashkent.