Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Diretor da anfitriã da Eurovisão ORF demite-se após acusação de assédio sexual

Demite-se chefe da emissora anfitriã da Eurovisão ORF após acusação de assédio sexual
Demite-se diretor da ORF, emissora anfitriã da Eurovisão, após acusação de assédio sexual Direitos de autor  Eurovision - Canva
Direitos de autor Eurovision - Canva
De David Mouriquand
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Enquanto aumentam as tensões sobre a controversa participação de Israel na Eurovisão 2026, nova polémica abala a 70.ª edição: o diretor-geral da ORF demite-se após acusações de assédio sexual

Como se a edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção precisasse de mais polémica...

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Roland Weissmann, diretor-geral da cadeia pública austríaca ORF, que dentro de dois meses vai acolher a edição deste ano do já polémico Festival Eurovisão da Canção, demitiu-se na sequência de acusações de assédio sexual.

Com 57 anos, Weissmann nega as acusações, adiantou a ORF, que na nota em que anunciou a sua saída com efeitos imediatos lhe agradeceu três décadas ao serviço da empresa.

«Nos últimos dias, um funcionário da ORF apresentou acusações de assédio sexual contra o diretor-geral. Roland Weissmann nega essas acusações», referiu a estação, acrescentando que o caso terá de ser investigado de forma rápida e transparente.

O advogado de Weissmann, Oliver Scherbaum, divulgou um comunicado em que afirma que o seu cliente não conhece em detalhe todas as acusações que lhe são dirigidas e que se demitiu para evitar danos para a empresa.

A responsável pela rádio da ORF, Ingrid Thurnher, assumirá a direção-geral em regime de interinidade, indicou ainda a estação.

Realiza-se em Viena, a 12 e 14 de maio (meias-finais) e a 16 de maio (final), o Festival Eurovisão da Canção 2026.

No total, 35 países participam no maior evento musical televisivo em direto do mundo, que este ano não contará com Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, que desistiram em protesto contra a manutenção da participação de Israel.

Estes países consideram que a participação seria «inaceitável», face às vítimas civis em Gaza resultantes da resposta de Israel ao ataque de 7 de outubro de 2023 levado a cabo pelo Hamas.

Apesar do lema «United by Music» e de a ORF já ter confirmado que não vai proibir a bandeira palestiniana nem abafar eventuais vaias dirigidas à atuação de Israel, as tensões diplomáticas e os boicotes generalizados continuam a lançar uma sombra sobre a 70.ª edição do concurso.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Fãs da Eurovisão indignados online com cancelamento da digressão do 70.º aniversário

Conchita Wurst, vencedora da Eurovisão, corta relações com o concurso

Fantasporto fecha 46ª edição com prémio ao terror argentino