A lenda da música country, de 80 anos, revelou como está de saúde após ser obrigada a cancelar a residência em Las Vegas e admite atuar com avatares no futuro…
Ícone da música country Dolly Parton partilhou uma atualização sobre o seu estado de saúde com os fãs numa altura em que enfrenta problemas contínuos e a morte do marido de quase 60 anos, Carl Dean, que morreu em março passado.
Parton tem sido franca quanto ao luto e ao impacto da morte de Dean na sua saúde mental, confessando que se tem sentido “esgotada e exausta”.
A lenda da música, agora com 80 anos, foi obrigada a desistir de uma série de aparições recentes devido a problemas de saúde persistentes.
“Estou a lidar com alguns problemas de saúde a que simplesmente não prestei atenção enquanto estava a cuidar do Carl”, disse à revista People (fonte em inglês). “Não é como se nunca tivesse passado por fases difíceis com a minha saúde”, acrescentou, recordando que, no início dos anos 80, esteve “de baixa durante vários meses por questões femininas”.
“Mas acho que, por vivermos num mundo 24/7 com as redes sociais, tudo é ampliado de formas que não aconteciam há anos. Costumava brincar dizendo que era a Rainha dos Tabloides, mas agora suponho que posso dizer que sou a Rainha da IA das redes sociais!”
Acrescentou: “A sério: mesmo estando ainda a recuperar, continuo a trabalhar.”
Parton adiantou ainda que está a trabalhar com várias empresas para criar “espectáculos em avatar” e proporcionar novas experiências aos fãs.
Não deu mais detalhes, uma vez que as discussões ainda estão numa “fase inicial de desenvolvimento”.
Se avançar com a opção dos avatares, Parton juntar-se-á a vários artistas que já recorrem a esta tecnologia digital, que tem permitido a músicos vivos e falecidos montar espetáculos e digressões lucrativos.
De Michael Jackson, Elvis e Tupac Shakur a Gorillaz e ABBA, os concertos com hologramas são uma tendência em crescimento. Incluem formas “Pepper’s ghost” dos intérpretes – nome dado à técnica de ilusão criada pelo cientista inglês John Henry Pepper.
Pepper popularizou o efeito numa produção teatral na véspera de Natal de 1862 da obra de Charles Dickens “The Haunted Man and the Ghost’s Bargain”. A ilusão foi um sucesso e passou a ser usada em atrações de carnaval, cinemas e parques de diversões.
A primeira vez que foi utilizada em concertos foi em 2006, nos Grammy Awards, quando a técnica Pepper’s ghost foi empregue para projetar Madonna com os membros virtuais da banda Gorillaz no palco. Desde então, vários projetos recorreram à tecnologia, sendo o mais elaborado a atração de concertos em permanência ABBA Voyage, que combina Pepper’s ghost com projeção digital e tecnologia de captura de movimento.
Mesmo políticos passaram a usar a tecnologia, com Narendra Modi projetado em 88 locais na Índia em 2014 e o então candidato presidencial francês Jean-Luc Mélenchon a fazer, em 2017, um discurso num comício em Aubervilliers onde não estava fisicamente presente.
Recentemente, foi anunciado que estava a ser desenvolvido um avatar de IA de Ozzy Osbourne. A ideia, porém, gerou forte reação de fãs, que classificaram a iniciativa como “caça ao dinheiro” e “heresia” - críticas às quais a viúva do músico, Sharon Osbourne, respondeu...
Disse aos críticos que “não preciso do vosso maldito dinheiro” e que o Príncipe das Trevas teria apoiado o projeto.
“Que alguém venha dizer-me que estou a fazer uma caça ao dinheiro? Não, vocês não conhecem o meu marido, está bem? Eu conheço o meu marido”, afirmou. “O meu marido dizia-me vezes sem conta: ‘Depois de eu partir, quanto tempo achas que vou ser lembrado?’”
A atualização de saúde de Dolly Parton surge depois de, no início deste ano, ter regravado o seu êxito de 1977 ‘Light of a Clear Blue Morning’ com as artistas Lainey Wilson, Miley Cyrus, Queen Latifah e Reba McEntire. O single foi lançado para angariar fundos para a investigação em oncologia pediátrica no Monroe Carell Jr. Children’s Hospital at Vanderbilt, em Nashville, Tennessee.
A notícia surge também na sequência de uma sondagem académica nos Estados Unidos, que concluiu que Parton lidera a lista das figuras públicas mais acarinhadas da América.