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Dubai pretende tornar-se na capital das "Start Ups" a nível global

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De  Euronews
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Dubai pretende tornar-se na capital das "Start Ups" a nível global
Direitos de autor  euronews   -   Credit: Dubai

O Dubai surge no golfo arábico como uma ponte entre o ocidente e o Oriente, beneficiando dos vários acessos ao mundo disponíveis para a população local.

Antes dependente do petróleo, este emirado tem agora apenas um por cento do PIB ligado ao “ouro negro", mas o que é que torna o Dubai tão atrativo para os empreendedores?

Gestora sénior de empreendedorismo na Câmara do Dubai, Natalia Sycheva disse à Euronews que "os empreendedores não são diferentes de qualquer outra pessoa no mundo, que esteja à procura de um bom ambiente, onde podem ter acesso a eventos culturais, instalações de ensino e a facilidade para montar um negócio."

A Câmara do Dubai é uma organização semigovernamental. Oferece apoio a quem procura montar um negócio e, através do braço empresarial, o "Dubai Start-UP Hub", ajudou mais de dois mil empreendedores em 2020.

Desde 2019, a marca "L’Couture" cresceu de um negócio local para o reconhecimento internacional.

A fundadora e atual diretora da marca, Lyndsay Doran, contou-nos ter notado "numa grande lacuna no mercado para vestuário desportivo confortável, de alta qualidade, mas de custo acessível".

"Tive a ideia de eu mesma o produzir. Nunca tinha aberto um negócio, por isso precisava de aprender tudo, mas sinto ter tido muito apoio, aqui, enquanto mulher fundadora de um negócio", afirmou a líder da "L'Couture".

A correspondente da Euronews, Natalie Lindo, diz-nos que "o Dubai não pretende apenas aumentar o número de 'Start Ups', mas também a ajudar a criar e a desenvolver esses negócios, e ter mais histórias de sucesso como" a da marca fundada por Lyndsay Doran.

No primeiro trimestre deste ano, a economia do Dubai emitiu mais de 15 mil novas licenças. É um crescimento de 19% homólogo a 2020.

As licenças emitidas no primeiro trimestre deste ano foram para atividades profissionais, comerciais, turísticas e industriais.

Plataformas de apoio

A plataforma “Magnitt” monitoriza todos os investimentos em curso no capital de risco e no espaço das “Start-ups”.

“Atualmente, os governos e empresas a todos os níveis estão muito interessadas em inovação e 'Start Ups'. Por isso, quando tentam implementar políticas, identificar potenciais investimentos ou quando as Start-Ups procuram acompanhar a concorrência, esses são os dados que estamos a tentar agregar para tentar ajudar a educar as pessoas no espaço", explicou-nos Philip Bahoshy, o fundador e diretor executivo da "Magnitt".

A incubadora "Intelak" foi montada para ajudar a lançar "Start Ups" nos setores da aviação, viagens e turismo.

O diretor-executivo para o Desenvolvimento e Investimentos, Yousuf Lootah, revela-nos terem sido atribuídos "cerca de 1,4 milhões de dirham (312,7 mil euros) na forma de uma bolsa para este negócios".

Uma das histórias de sucesso da "Intalek" é a "Dubz".

“É um negócio que ajuda os viajantes a despachar a bagagem antes de irem para o aeroporto. Nós ajudamo-los a pesquisar o mercado para encontrarem o melhor preço. Devido a essa iniciativa, a 'Dubz' conseguiu vender uma participação maioritária ao 'Dnata Group' e isso permitiu-lhes abrir 90 centros a nível global”, acrescentou Yousuf Lootah.

O Dubai acaba de emitir, entretanto, as orientações sobre a posse de empresas a 100% para investidores estrangeiros.

"Atualmente é mais fácil tentar lançar uma empresa [no Dubai]. O custo de montar o negócio está muito mais baixo. Uma das coisas que se percebe nas histórias de sucesso é a inspiração passada para que as próximas gerações de empreendedores à procura de lançar negócios os tentem replicar", destacou Philip Bahoshy.

Carga fiscal atrativa

Os Emirados Árabes Unidos (EUA) tem uma das cargas fiscais mais baixas na comparação com os países concorrentes. O imposto sobre as empresas tem taxa zero e o IVA é de 5%.

"Sinto que o Dubai é uma cidade inspiradora. É estimulante. Há sempre algo a acontecer aqui. Se eu vivesse numa cidade diferente, não sei se estaria tão motivada para lançar uma empresa sem ter experiência", afirmou Lyndsay Doran, da "L’Couture".

O objetivo dos EAU passa pela aposta num futuro dominado pela tecnologia e pelos negócios baseados na investigação, e por tornar-se na capital mundial das "Start-ups".