Centas de pessoas concentraram-se em frente ao Ministério da Educação para exigir melhores condições nas universidades, mais apoio financeiro e melhores perspetivas de emprego. Os protestos intensificaram-se quando alguns manifestantes atiraram pedras, partiram montras e danificaram estabelecimentos comerciais, enquanto a polícia respondeu com gás lacrimogéneo e canhões de água.
De acordo com uma atualização da polícia, divulgada na quarta-feira, 16 pessoas foram detidas e 49 outras enfrentam processos criminais. Seis agentes da polícia e pelo menos um jornalista ficaram feridos.
As manifestações, lideradas por estudantes, juntaram-se a um movimento antigovernamental mais amplo, conhecido como Revolução Flamingo, que exige a demissão do primeiro-ministro Edi Rama devido a alegações de corrupção. Os manifestantes contestam igualmente um empreendimento turístico de luxo na costa, associado a Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump, alegando preocupações com o seu impacto ambiental. O movimento deve o nome aos flamingos cor-de-rosa que, segundo os ativistas, podem ser ameaçados pelo projeto. A vaga de protestos aumentou a pressão política sobre o governo de Rama.