O acidente ocorreu entre Urda e Los Yébenes, na província de Toledo, quando um comboio que seguia de Madrid para Sevilha embateu na traseira de outro que estava parado na mesma linha. Duas carruagens descarrilaram, uma delas ficou desfeita, com metal retorcido e destroços espalhados por um talude de gravilha. Imagens aéreas mostram os comboios danificados cercados por bombeiros, polícia e equipas de socorro numa paisagem rural plana. A porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, confirmou 10 mortos, mas advertiu que o número poderá aumentar.
Na colisão estiveram envolvidos um comboio da RENFE com 397 passageiros e um serviço da IRYO com 147 pessoas a bordo. A causa permanece por esclarecer. As equipas de emergência concentraram-se em chegar às vítimas nas duas carruagens mais danificadas, enquanto os passageiros feridos foram encaminhados para hospitais próximos. Foi mobilizada uma unidade militar de emergência e foram suspensos os serviços ferroviários entre Madrid, Ciudad Real e a Andaluzia.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez cancelou a agenda para se concentrar na resposta ao desastre. Foi o segundo grande acidente ferroviário em Espanha em 2026, após uma colisão em janeiro, no sul do país, que provocou 45 mortos. Esse acidente anterior já tinha suscitado preocupações sobre a segurança na extensa rede ferroviária de alta velocidade do país.