À medida que a noite caía sobre o local do acidente, perto de Urda, as equipas de resgate continuavam a trabalhar entre as carruagens retorcidas, usando gruas pesadas para retirar secções dos destroços da linha férrea. As imagens mostram uma grua a içar o que parece ser parte do sistema de rodas de um comboio, enquanto os serviços de emergência procuram nas carruagens danificadas, sob iluminação artificial.
O desastre, que ocorreu quando um comboio embateu noutro que estava parado, é o segundo choque ferroviário mortal em Espanha este ano e um dos acidentes ferroviários mais graves na Europa neste século.
Em Madrid, dezenas de pessoas reuniram-se em frente da Câmara Municipal, na praça de Cibeles, para um minuto de silêncio em memória das vítimas. A homenagem, organizada pela Federação Espanhola de Municípios e Províncias, contou com a presença do líder da oposição Alberto Núñez Feijóo, da presidente da região de Madrid Isabel Díaz Ayuso, do presidente da câmara José Luis Martínez-Almeida e da representante do governo central Pilar Trinidad. Mas a concentração transformou-se também em protesto contra o governo, com alguns participantes a empunhar cartazes onde se lia “A corrupção mata” e a exigir que o ministro dos Transportes, Óscar Puente, se demita.
Pelo menos 68 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na colisão entre dois comboios de alta velocidade perto de Toledo, no centro de Espanha, a 28 de outubro. Quinze dos feridos mantêm-se em estado crítico.