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Países marcados pelo Ébola pedem mais ajuda à economia

Países marcados pelo Ébola pedem mais ajuda à economia
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A Rainha Mathilde da Bélgica abriu, esta terça-feira, em Bruxelas, uma conferência internacional sobre a epidemia do Ébola, organizado pela União Europeia.

É óbvio que as nossas economias sofreram muitíssimo. (...)Reivindicamos uma espécie de Plano Marshall para os três países.

Cerca de 600 delegados discutiram as medidas para a fase pós-crise, já que a doença está em declínio depois de ter causado mais de nove mil mortos na Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria.

O presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, disse que “é óbvio que as nossas economias sofreram muitíssimo. Gostaríamos que o Banco Mundial criasse um grupo consultivo com o objetivo de coordenar as contribuições dos doadores para um fundo de desenvolvimento. Esses donativos do Banco Mundial e da União Europeia poderiam ajudar a reanimar a nossa economia. Reivindicamos uma espécie de Plano Marshall para os três países”.

O chefe de Estado da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, acrescentou que “os países africanos enfrentam, além de Ébola, outros tipos de crises e problemas de segurança. Por exemplo, o conflito no Mali, a ação do Boko Haram na Nigéria e a crise política e económica na República Centro Africana.”

Com esta crise, a indústria farmacêutica recebeu avultados fundos para desenvolver vacinas. Os ensaios clínicos já decorrem na Libéria. A Cruz Vermelha/Crescente Vermelho (CV) participa num ensaio que começará em breve na Guiné.

O secretário-geral da CV, Mohammed Elhadj As Sy, disse que “vamos assegurar, em primeiro lugar, que as comunidades compreendem o objetivo destes ensaios e que esses ensaios obedecem às normas éticas, para evitar mal-entendidos e outras situações de tensão”.

A correspondente da euronews em Bruxelas, Isabel Marques da Silva, acrescenta que “esta conferência não inclui discussões especificas para obter mais financiamento para o combate à doença. Esses esforços serão levados a cabo numa reunião do Banco Mundial, em abril, e numa conferência das Nações Unidas, antes do verão”.