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UE poderá retaliar se avançarem novas sanções dos EUA contra Rússia

UE poderá retaliar se avançarem novas sanções dos EUA contra Rússia
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As novas sanções que o Congresso norte-americano quer impor contra a Rússia poderão afetar algumas empresas europeias, pelo que Bruxelas admite retaliar.

Um dos setores mais sensíveis é o energético, ao nível da parceria com a Rússia no projeto do gasoduto Nord Stream 2.

“Estamos a acompanhar este processo com alguma preocupação face ao impacto na independência energética da União Europeia e nos nossos interesses de segurança energética”, disse Margaritis Schinas, porta-voz do executivo europeu, segunda-feira, numa conferência de imprensa, em Bruxelas.

“Estamos a usar todos os canais diplomáticos para abordar com os nossos parceiros norte-americanos estas preocupações face às medidas dos EUA”, acrescentou Margaritis Schinas.

O gasoduto Nord Stream 2 ligará a Rússia à Alemanha, através do mar Báltico. Este país e a Áustria fizeram algumas das críticas mais fortes contra as novas sanções, que não foram coordenadas com a Europa, como é habitual.

“A União Europeia, bem como os Estados-membros a título individual, estão acostumados a dialogar com a administração dos EUA no que respeita às sanções. No caso da anexação ilegal da Crimeia, houve um consenso transatlântico sobre as sanções”, explicou, à euronews, Kristine Berzina, analista política no centro de estudos German Marshall Fund, em Bruxelas.

“Agora, se o Congresso norte-americano passar a tomar decisões importantes que afetam o relacionamento transatlântico ao nível das sanções contra a Rússia, temos uma situação nova, e a Europa tem boas razões para querer falar com Washington sobre os possíveis impactos”, acrescentou a analista.

Bruxelas suspeita que os Estados Unidos querem aproveitar as sanções para ultrapassar os europeus no fornecimento de gás natural liquefeito e dar vantagens competitivas às suas empresas.

A Câmara dos Representantes irá votar medidas que serão aplicadas a Moscovo devido à sua alegada ingerência na campanha presidencial nos Estados Unidos e à anexação da península ucraniana da Crimeia.

Uma vez aprovada pela Câmara dos Representantes, a proposta de lei será votada no Senado, provavelmente antes das férias de verão, em meados de agosto.

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