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Real Economy: A Inovação e o Crescimento Económico

Real Economy: A Inovação e o Crescimento Económico
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O Real Economy visitou o Museu da Tecnologia, em Estocolmo, e foi a Sevilha, em Espanha, para perceber como a inovação ajuda a aumentar a competitividade e o crescimento.

Sevilha

Na cidade onde, há muitos séculos, grandes mestres moldaram a Filosofia e a Ciência, Guillaume Desjardins, repórter da Euronews, falou com cientistas que trabalham no desenvolvimento da tecnologia.

Um exemplo desses trabalhos acontece no Centro Avançado de Tecnologias Aeroespaciais (CATEC). Miguel Ángel Trujillo Soto apresentou-nos um projeto que concebe drones autónomos com braços para inspecionar gasodutos e áreas industriais de difícil acesso.

“Uma das principais vantagens é que os seres humanos podem estar sentados no chão a controlar o drone remotamente e sem correr riscos E a outra vantagem é sermos capazes, em certas condições, de realizar esta inspecção de uma forma mais rápida do que acontece com os métodos tradicionais” .

O projeto foi desenvolvido pela Universidade de Sevilha em parceria com a Comissão Europeia. A Comissão fornece os fundos e a Universidade o trabalho. Uma cooperação com vista a impulsionar a Inteligência Artificial europeia e a encontrar futuras aplicações no mundo real.

Guillermo Heredia é Professor na Universidade de Sevilha.

“Incluímos no projeto muitos estudantes. Isto é muito bom para eles porque temos de trabalhar com tecnologias muito avançadas e é um primeiro contacto com o mercado de trabalho. Estamos sempre em contacto com os parceiros que temos em vários países da Europa”.

Inteligência artificial significa crescimento potencial mas, em termos de emprego, e de acordo com alguns estudos, significa que a maioria dos empregos será afetada de alguma forma. As pesquisam indicam que 5% serão totalmente automatizados e que dois em cada três postos de emprego terão 30% das tarefas potencialmente realizadas por máquinas. Estas previsões levantam questões éticas e preocupações em relação à mão de obra

Songül Tolan é economista e trabalha no projeto HUMAINT, do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

“Quando falamos sobre o impacto da Inteligência Artificial no mercado de trabalho, não devemos falar de empregos e ocupações mas de tarefas. Algumas podem ser parcialmente realizadas pela inteligência artificial. Por outro lado, a maioria dos empregos exige tarefas que dependem de competências que são humanas. Competências sociais. Portanto, temos de ter certeza de que a nossa força de trabalho tem requisitos humanos que serão complementados com a Inteligência Artificial".

As empresas da União Europeia gastam menos em inovação do que os concorrentes. Em 2016, o investimento privado da Europa em Inteligência Artificial foi entre os 2,4 a 3,2 mil milhões de euros. Na Ásia foi entre os 6,5 e os 9,7 mil milhões e na América do Norte entre os 12,1 e os 18,6 mil milhões.

Estocolmo

E qual é o país líder da inovação na União Europeia? A Suécia.

Sasha Vakulina entrevistou Dora Palfi, do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia e uma das fundadoras da 'imagiLabs'. A cientista está a criar ferramentas de programação de tecnologia para adolescentes na área da codificação para smartphones.

euronews: A Suécia é o líder em inovação da UE. O que acha que torna este país tão atraente para empresas como a sua?

Dora Palfi: Todo o ecossistema e o apoio a indivíduos e ideias. Penso que é isso que faz da Suécia um verdadeiro centro de inovação. Toda a mentalidade na Suécia é muito empreendedora. Há muita colaboração entre pequenas empresas e grandes organizações. E também há muita colaboração com os projetos do governo. Porisso recebemos uma doação da VINNOVA - a agência do governo sueco.

euronews: Qual é a importância da educação para a inovação e para impulsionar a economia inovadora?

Dora Palfi: Penso que tudo começa na educação. É a base para tudo. Muitas pessoas podem pensar que que inovação significa de alguma forma ser um génio, ter uma ótima ideia. Mas, na verdade, é ser capaz de combinar, de forma inteligente, conhecimento com o trabalho de uma determinada área num outro contexto.

euronews: Quando se trata do setor da tecnologia, as mulheres representam apenas cerca de 15%) dos empregos na União Europeia.

Dora Palfi: Acredito que a tecnologia é o futuro e penso que a maioria das pessoas acredita também. Se as mulheres não estão tão ativamente envolvidas na tecnologia quanto os homens – isso significa que as mulheres não têm condições iguais para contribuir para o futuro. E essa é uma realidade que quero mudar. Precisamos de mais mulheres com formação técnica para poderem moldar o futuro da tecnologia e das empresas e poder inovar nesse sentido.

euronews: Pedimos para trazer um objeto que ilustre a inovação para o crescimento. O que escolheu?

Dora Palfi: É uma caixinha peculiar. É um protótipo do que estamos a construir na imagiLabs. Acredito que com esta caixinha posso mudar o futuro das mulheres na tecnologia. Este é um protótipo para um acessório que eu codifico diretamente do telefone.