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"Há retrocesso nos direitos das mulheres", diz líder da FEMEN

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"Há retrocesso nos direitos das mulheres", diz líder da FEMEN
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"Penso que o facto das mulheres participarem em cada vez mais protestos nas ruas para fazerem ouvir as suas vozes em todo o lado deve-se, também, a um certo retrocesso nos direitos das mulheres", disse Inna Shevchenko, líder do movimento feminista Femen, fundado na Ucrânia e, atualmente, com sede em Paris (França), em entrevista à euronews, por ocasião do Dia Internacional das Mulheres (8 de março).

"A Rússia está a despenalizar a violência doméstica; na Turquia, o Parlamento propõe debater e votar legislação que permitiria aos violadores escaparem a qualquer tipo punição desde que se casem com a vítima; há crimes de feminicídio por todo o lado, em países como a Rússia e a Ucrânia, mas, também, em países que são considerados mais desenvolvidos, incluindo a pátria do feminismo e que é o meu país de exílio: a França", foram alguns exemplos que deu.

A jornalista da euronews, Ana Lazaro pediu a Inna Shevchenk que comentasse vários tópicos:

Dia Internacional das Mulheres

"É um dia de luta tão importante quanto outro qualquer".

Maternidade de substituição

"Enquanto o processo envolver dinheiro, é uma forma de comercializar as mulheres, é uma exploração do corpo das mulheres".

Religião

"A religião tal como a conhecemos, liderada por homens, exclusivamente por homens, construída em torno do culto de um Deus masculino, é uma manifestação do patriarcado na sua forma mais pura".

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia

"Como em qualquer outro caso em que uma mulher assume uma posição poderosa na política, sinto alguma alegria e esperança. Contudo, é importante que as mulheres que chegam ao poder optem por fazer política de forma feminista, em vez de jogarem com as regras masculinas. Devem mudar essas regras. As mulheres na política devem defender os direitos das mulheres e não jogar o jogo masculino. Vamos esperar para ver".

Aumento da extrema-direita na Europa

"A extrema-direita que está a ter maior expressão na Europa, atualmente, quer repor uma visão antiquada do mundo. Um mundo que é construído pelos homens e para os homens, um mundo que se baseia na forma tradicional de definir cada género, com as mulheres a terem um papel a desempenhar que é muito específico. Isso provoca um retrocesso nos direitos das mulheres.

Corpo desnudo como arma política

"O facto das pessoas se sentirem desconfortáveis por verem o corpo da mulher a ser usado num contexto político, em vez do habitual contexto sexual, mostra quão profundamente enraizado está o problema. Há uma perceção das mulheres e da sexualização do corpo feminino que está cristalizada. Ainda vivemos em sociedades onde a maioria das pessoas associa o corpo nu da mulher a um objeto sexual, a algo que é sexual por definição ".

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