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Pandemia adia a mais antiga exposição de arte

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Pandemia adia a mais antiga exposição de arte
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A palavra Inverno parece escrita à mão por cima do cartaz planeado para a grande Exposição de Verão da Academia Real inglesa para as Artes.

Foi a primeira vez em 251 anos que a exposição não se realizou durante os meses mais quentes.

A pandemia pôs em risco mais do que esta que é a principal fonte de rendimentos da instituição.

Axel Ruger, Diretor-executuvo da Academia Real, confessa que "o momento é desafiante" e explica que não têm subvenções do governo ou rendimento garantido. "Tudo é gerado internamente e dependemos completamente dos amigos e dos visitantes, mesmo com capacidades limitadas, para continuar a gerar receitas", diz.

A Academia já anunciou que tem um buraco no orçamento e que s cortes para o próximo ano se impõem. Em cima da mesa foi colocado o despedimento 150 trabalhadores, mas há quem veja na venda de património uma solução para esta crise. Para Axel Ruger, "isso seria considerado uma venda antiética, o que teria consequências muito graves para nós como instituição e comprometeria o modelo de negócio na sua totalidade". Remata garantindo que a venda de património "não é realmente uma opção".

A direção da Academia Real espera que as restrições sejam vistas com bons olhos pelo público.

Edith Devaney, curadora da exposição, sublinha que pode ser "uma experiência diferente". "Penso que as pessoas poderão comungar muito mais com as obras, poderão reflectir mais sobre as obras porque terão mais tempo num ambiente menos lotado," afirma.

Realizada sem interrupção desde 1769, a Exposição de Verão, que este ano se chama Exposição de Inverno, é a mais antiga exposição de arte continuamente encenada. Vai poder ser visitada entre 6 de outubro e 3 de janeiro de 2021.