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Ministros do Comércio da UE analisam tarifas dos EUA enquanto Merz pede calma

Nesta foto de arquivo de 5 de agosto de 2010, um contentor é carregado num navio de carga no porto de Tianjin, na China.
Nesta foto de arquivo de 5 de agosto de 2010, um contentor é carregado num navio de carga no porto de Tianjin, na China. -  Direitos de autor  Copyright 2017 The Associated Press. All rights reserved.
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De Jeremy Fleming-Jones
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A carta do presidente dos EUA, Donald Trump, avisando a UE de que serão aplicadas tarifas de 30% a partir de 1 de agosto, a menos que seja alcançado um acordo, aumentou a pressão sobre as negociações comerciais.

Os ministros do Comércio da UE reúnem-se em Bruxelas esta segunda-feira, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter declarado que as tarifas de 30% sobre a UE começaram a ser aplicadas a 1 de agosto, numa altura em que os líderes alemães se juntaram a outros líderes europeus, no domingo, ao aconselhar uma abordagem calma das negociações comerciais em curso.

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Os ministros vão reunir-se para debater o comércio com os EUA e a China durante o primeiro de dois dias da reunião do Conselho dos Negócios Estrangeiros, que se realiza na capital belga.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um novo conjunto de cartas na sua rede social Truth Social, anunciando uma taxa de 30% a impor à UE e ao México, uma medida que poderá causar uma enorme perturbação entre os Estados Unidos e dois dos seus maiores parceiros comerciais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu rapidamente, sublinhando o "empenho do bloco no diálogo, na estabilidade e numa parceria transatlântica construtiva".

"Sempre fomos muito claros quanto ao facto de preferirmos uma solução negociada. Continua a ser esse o caso e vamos utilizar o tempo de que dispomos até ao dia 1 de agosto", afirmou durante uma conferência de imprensa, no domingo. “Preparámo-nos para isso e podemos responder com contramedidas, se necessário.”

Von der Leyen disse ainda que a UE vai suspender as tarifas de retaliação sobre os produtos norte-americanos, previstas para entrarem em vigor na segunda-feira, na esperança de chegar a um acordo comercial com a administração Trump até ao final do mês.

O chanceler alemão Friedrich Merz adotou um tom otimista nos meios de comunicação social, afirmando que falou com von der Leyen, com o presidente francês Emmanuel Macron e com Trump na sexta-feira e que estes concordaram em tentar chegar a um acordo nas próximas duas semanas.

Merz afirmou que as negociações estão avançadas e sublinhou que outros países que receberam cartas semelhantes - incluindo a China e o Canadá - encontraram soluções razoáveis.

"Ninguém necessita de novas ameaças ou provocações neste momento. O que precisamos é que a UE prossiga as conversações sérias e concentradas com os EUA", disse o ministro das Finanças do país, Lars Klingbeil, ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

Outros líderes europeus juntaram-se a von der Leyen, instando Trump a dar mais tempo às negociações e alertando para a possibilidade de novas tarifas sobre Washington.

“Com a unidade europeia, cabe mais do que nunca à Comissão afirmar a determinação da União em defender resolutamente os interesses europeus”, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, numa declaração publicada no X.

Meloni adverte para não se desencadear uma guerra comercial

O gabinete da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou que "não faria sentido desencadear uma guerra comercial entre os dois lados do Atlântico".

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse à emissora DR que Trump estava a adotar uma "abordagem inútil e muito tacanha". Enquanto o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, avisou, numa entrevista à estação pública SVT, que “todos perdem com a escalada do conflito comercial e serão os consumidores norte-americanos a pagar o preço mais elevado”.

O primeiro-ministro neerlandês cessante, Dick Schoof, escreveu no X que o anúncio "é preocupante e não é o caminho a seguir".

Finalmente, o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, afirmou no sábado que os direitos aduaneiros representam um “revés”, acrescentando que as taxas “não são sustentáveis”. Durante as suas observações, Martin também mencionou que a União Europeia tem contramedidas em cima da mesa, mas "não quer ter de as aplicar e prefere uma abordagem negociada".

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