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Risco de catástrofe ambiental: petroleiro russo à deriva no Mediterrâneo pode explodir

Transportador de gás russo Arctic Metagas
Transportador de gás russo Arctic Metagas Direitos de autor  MarineTraffic, 2025-09-14 12:35. Ilia Stepin
Direitos de autor MarineTraffic, 2025-09-14 12:35. Ilia Stepin
De Анка Кир
Publicado a Últimas notícias
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Há quinze dias que um navio russo danificado por explosões anda à deriva no Mar Mediterrâneo, fonte potencial de um acidente ambiental grave. As equipas de salvamento e os ambientalistas alertam para o facto de a situação ao largo da costa de Malta se estar a complicar rapidamente.

O navio de transporte de gás russo Arctic Metagaz, danificado por uma série de explosões, está à deriva no Mar Mediterrâneo há quase duas semanas, causando um alarme crescente entre os Estados costeiros e os ambientalistas.

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Moscovo alega que o navio, que pertencerá à chamada "frota sombra" russa, foi atacado por drones marítimos ucranianos. Kiev não se pronunciou sobre estas alegações.

As fotografias aéreas tiradas após o ataque mostram uma brecha gigante com várias dezenas de metros de largura junto à linha de água. A escala da destruição foi tão grande que as autoridades líbias declararam, por engano, o navio como naufragado a 4 de março.

Danos no casco e retirada da tripulação

O enorme petroleiro de 277 metros, com o casco enegrecido pelo fogo, está sem controlo após as explosões de 3 de março, altura em que 30 tripulantes - na sua maioria russos e filipinos - foram obrigados a abandonar a embarcação.

De acordo com informações russas, continuam a ouvir-se estalos a bordo, registaram-se emissões de gás e deflagraram incêndios localizados em alguns compartimentos. Na altura da retirada da tripulação, permaneciam nos tanques 450 toneladas de fuelóleo, 250 toneladas de gasóleo e volumes significativos de gás natural, o que aumenta significativamente o risco de uma emergência que pode levar a uma explosão.

Riscos ambientais e reação da Europa

Imagens da AFP captadas no domingo mostram o navio a cerca de 50 milhas náuticas a sudoeste de Malta, visivelmente enegrecido pelo fogo.

Os ambientalistas classificaram o Arctic Metagaz como uma "bomba-relógio flutuante" e alertaram para o facto de uma fuga ou explosão poder causar danos a longo prazo numa das zonas mais ricas em biodiversidade do Mediterrâneo. Os peritos referem que o casco danificado e os processos internos em curso tornam a situação imprevisível.

A WWF sublinha que uma eventual contaminação pode ter consequências durante anos.

Os governos europeus também estão preocupados com a situação: Itália, França e sete outros países da UE enviaram um apelo conjunto à Comissão Europeia, alertando para um "perigo imediato e grave" para a região.

Insegurança jurídica

O navio está à deriva entre Malta e as ilhas italianas de Lampedusa e Linosa, permanecendo em águas internacionais, o que complica a questão de saber quem deve assumir a responsabilidade pela intervenção.

As equipas de salvamento já se encontram em Malta, prontas para uma eventual intervenção se o navio se aproximar das águas territoriais do país. No entanto, a questão de saber quem deve exatamente intervir continua a ser uma questão de disputa diplomática.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que Moscovo controla a situação enquanto Estado de bandeira, mas sublinhou que as normas internacionais atribuem aos Estados costeiros a responsabilidade pela prevenção dos danos ambientais.

Enquanto se discute quem deve exatamente tomar medidas decisivas, o Arctic Metagaz continua a sua deriva descontrolada e o risco de um incidente ambiental grave continua elevado.

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