Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Zelenskyy vai reunir-se com Macron, Merz e Starmer em Londres no domingo

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy com Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz em Londres, 8 de dezembro de 2025
Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy com Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz em Londres, 8 de dezembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Dados do Institute for the Study of War analisados pela agência AFP indicam que, em maio, a Ucrânia reconquistou mais território do que perdeu para as forças russas pelo segundo mês consecutivo.

Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido reúnem-se no domingo em Londres com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy para discutir formas de aumentar a pressão sobre a Rússia, numa altura em que Moscovo sofre revezes militares na invasão do país vizinho, anunciou esta sexta-feira a presidência francesa.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vão debater com Zelenskyy o caminho a seguir, numa altura em que "a Rússia, em situação de fracasso militar, económico e estratégico, insiste sem sucesso numa guerra mortífera", indicou o Palácio do Eliseu.

O encontro, que começará em Downing Street por volta das 17h30, servirá também para "fazer o balanço do trabalho desenvolvido em prol de uma paz justa e duradoura na Ucrânia e no continente europeu", adiantou a presidência francesa.

Falando na cimeira UE-Balcãs Ocidentais, no Montenegro, Macron adiantou ainda que a próxima reunião dos membros da Coligação dos Dispostos decorrerá em Paris, a 13 e 14 de julho.

"Dentro de poucos dias vamos encontrar-nos com o presidente Zelenskyy para organizar e estruturar o apoio no quadro da Coligação dos Dispostos", afirmou Macron.

O presidente francês, Emmanuel Macron, fala com os jornalistas à chegada à cimeira UE-Balcãs Ocidentais, em Tivat, 5 de junho de 2026
O presidente francês, Emmanuel Macron, fala com os jornalistas à chegada à cimeira UE-Balcãs Ocidentais, em Tivat, 5 de junho de 2026 AP Photo

A Coligação dos Dispostos é uma iniciativa liderada por França e pelo Reino Unido que reúne cerca de 25 países que se comprometeram a destacar uma força multinacional para a Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz com a Rússia.

As declarações de Macron surgem um dia depois de Zelenskyy ter proposto um encontro presencial com Vladimir Putin, numa carta aberta ao líder russo, na qual afirmou estar pronto para um "cessar-fogo total".

Macron saudou a proposta como uma "boa iniciativa", que foi igualmente bem recebida pela UE e pela Alemanha.

Ataques noturnos e território recuperado

Entretanto, ataques aéreos russos contra a Ucrânia durante a noite de quinta para sexta-feira provocaram pelo menos sete mortos.

Um ataque a uma unidade de processamento de alimentos nos arredores de Kiev fez quatro vítimas mortais. O bombardeamento contra a cidade de Brovary visou uma fábrica que produzia laticínios para crianças.

"O inimigo atacou uma empresa pacífica da indústria alimentar civil", escreveu o governador da região de Kiev, Mykola Kalashnyk, numa publicação no Telegram.

"A Rússia demonstra, mais uma vez, que o seu alvo não são objetivos militares, mas pessoas comuns que vivem e trabalham na sua própria terra", acrescentou.

Poderão ainda existir mais vítimas presas sob os escombros.

Depósito em chamas após um ataque russo na região de Dnipropetrovsk, 4 de junho de 2026
Depósito em chamas após um ataque russo na região de Dnipropetrovsk, 4 de junho de 2026 AP Photo

Outros ataques causaram a morte a três pessoas, incluindo uma mulher na região de Zaporíjia. Bombardeamentos russos na região de Dnipropetrovsk mataram ainda duas pessoas, segundo o governador regional, Oleksandr Ganzha.

A Ucrânia estima que a Rússia lançou, durante a noite, 216 drones de longo alcance e dois mísseis. As Forças Armadas ucranianas afirmam ter abatido 198 desses aparelhos.

Em maio, e pelo segundo mês consecutivo, a Ucrânia recuperou mais território do que perdeu para as forças russas, segundo uma análise de dados do Institute for the Study of War (ISW) realizada pela agência noticiosa AFP, divulgada no início do mês.

A ofensiva russa provocou, entretanto, subida de preços, aumentos de impostos, custos de financiamento nos níveis mais altos das últimas duas décadas, encerramentos de empresas e falta de mão de obra, colocando a economia na situação mais delicada desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Ucrânia pronta para fechar vários capítulos de adesão à UE, diz António Costa à Euronews

Ucrânia diz que drone que explodiu na Roménia se desviou da rota devido a interferência eletrónica

Hungria: os bastidores do acordo que retirou o veto à adesão da Ucrânia à UE