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Ucrânia recebe 1,4 mil milhões dos lucros de ativos russos congelados pela UE

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fala sobre segurança online das crianças, na sede da UE em Bruxelas, 13 jul. 2026. (AP Photo/Marius B
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, fala sobre um relatório de segurança online infantil na sede da UE, em Bruxelas, 13 jul. 2026. (AP/Marius B Direitos de autor  AP Photo
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De Sandor Zsiros
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a afetação de 1,4 mil milhões de euros de lucros de ativos russos congelados após os ataques mortais de Moscovo a Kiev. A maioria servirá para reembolsar empréstimos do G7 e da UE, com 70 milhões destinados a apoio militar.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou as “atrocidades horríveis” cometidas pela Rússia após os últimos ataques noturnos mortíferos contra a Ucrânia e anunciou 1,4 mil milhões de euros de financiamento da UE a partir dos rendimentos gerados por ativos russos imobilizados.

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Von der Leyen anunciou o financiamento na rede X um dia depois de ataques russos com mísseis balísticos e drones contra Kiev terem causado, pelo menos, 17 mortos. A Rússia tem intensificado os ataques à Ucrânia nas últimas semanas, atingindo vários alvos civis.

“Mais uma vez acordamos com notícias de atrocidades horríveis da Rússia através dos seus ataques aéreos contra a Ucrânia. A Rússia tem de pagar pela destruição que causou”, afirmou von der Leyen.

Acrescentou que os 1,4 mil milhões de euros para a Ucrânia, provenientes dos rendimentos gerados por ativos russos imobilizados, irão “apoiar a resistência contínua da Ucrânia contra a guerra ilegal da Rússia”.

A UE congelou os ativos do Banco Central da Rússia sob a sua jurisdição pouco depois da invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022. Embora os ativos permaneçam intocados, os lucros que geram têm sido utilizados para apoiar a Ucrânia.

Segundo a Comissão Europeia, esses ativos já geraram um total de 8 mil milhões de euros em lucros extraordinários.

Apesar das declarações de von der Leyen, a maior parte desta nova tranche – 95 %, ou 1,33 mil milhões de euros – não será disponibilizada como ajuda militar direta. Em vez disso, será canalizada através do Mecanismo de Cooperação para Empréstimos à Ucrânia, para ajudar a financiar o serviço da dívida dos empréstimos concedidos ao país no âmbito de iniciativas do G7 e da UE.

Os restantes 70 milhões de euros serão atribuídos através do Mecanismo Europeu para a Paz, que financia a assistência militar à Ucrânia.

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