A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a afetação de 1,4 mil milhões de euros de lucros de ativos russos congelados após os ataques mortais de Moscovo a Kiev. A maioria servirá para reembolsar empréstimos do G7 e da UE, com 70 milhões destinados a apoio militar.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou as “atrocidades horríveis” cometidas pela Rússia após os últimos ataques noturnos mortíferos contra a Ucrânia e anunciou 1,4 mil milhões de euros de financiamento da UE a partir dos rendimentos gerados por ativos russos imobilizados.
Von der Leyen anunciou o financiamento na rede X um dia depois de ataques russos com mísseis balísticos e drones contra Kiev terem causado, pelo menos, 17 mortos. A Rússia tem intensificado os ataques à Ucrânia nas últimas semanas, atingindo vários alvos civis.
“Mais uma vez acordamos com notícias de atrocidades horríveis da Rússia através dos seus ataques aéreos contra a Ucrânia. A Rússia tem de pagar pela destruição que causou”, afirmou von der Leyen.
Acrescentou que os 1,4 mil milhões de euros para a Ucrânia, provenientes dos rendimentos gerados por ativos russos imobilizados, irão “apoiar a resistência contínua da Ucrânia contra a guerra ilegal da Rússia”.
A UE congelou os ativos do Banco Central da Rússia sob a sua jurisdição pouco depois da invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022. Embora os ativos permaneçam intocados, os lucros que geram têm sido utilizados para apoiar a Ucrânia.
Segundo a Comissão Europeia, esses ativos já geraram um total de 8 mil milhões de euros em lucros extraordinários.
Apesar das declarações de von der Leyen, a maior parte desta nova tranche – 95 %, ou 1,33 mil milhões de euros – não será disponibilizada como ajuda militar direta. Em vez disso, será canalizada através do Mecanismo de Cooperação para Empréstimos à Ucrânia, para ajudar a financiar o serviço da dívida dos empréstimos concedidos ao país no âmbito de iniciativas do G7 e da UE.
Os restantes 70 milhões de euros serão atribuídos através do Mecanismo Europeu para a Paz, que financia a assistência militar à Ucrânia.