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Finlândia junta-se à dissuasão nuclear francesa e Estónia "em discussão"

O Presidente francês Emmanuel Macron e o Presidente finlandês Alexander Stubb
Emmanuel Macron, presidente francês, e Alexander Stubb, presidente finlandês Direitos de autor  AP Photo
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De Alexander Kazakevich & Célia Gueuti
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Com a Finlândia, Paris reforça a cooperação nuclear com um país que partilha mais de 1.300 quilómetros de fronteira com a Rússia. Tallinn pondera, por seu lado, aprofundar ainda mais a parceria com Paris.

A Finlândia dá um novo passo na cooperação nuclear com a França. Por ocasião da Cimeira Europeia sobre o Ártico, Paris e Helsínquia oficializaram a participação da Finlândia na iniciativa francesa de "dissuasão nuclear avançada".

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Numa declaração conjunta, os dois países consideram que "esta decisão, em conformidade com as respetivas obrigações internacionais, constitui uma etapa importante para a segurança europeia e para a cooperação bilateral".

Esta cooperação deverá, em particular, abrir novas possibilidades em matéria de "sinalização estratégica" e de gestão da escalada "abaixo do limiar nuclear", precisa o comunicado franco-finlandês.

Um grupo de coordenação dedicado às questões nucleares será criado nos próximos meses.

"A iniciativa francesa não substitui nem se sobrepõe à dissuasão nuclear da NATO. A prioridade da Finlândia continua a ser atuar no quadro da NATO e da União Europeia", sublinhou, na rede X, o Presidente Alexander Stubb.

"A Finlândia não tenciona estacionar armas nucleares no seu território em tempo de paz", acrescentou.

Estónia poderá seguir o exemplo da Finlândia?

A Estónia poderá também aproximar-se do dispositivo francês? O primeiro-ministro estoniano, Kristen Michal, declarou à AFP que Tallinn está "em discussão" com Paris sobre o assunto.

"Já estamos sob o guarda-chuva nuclear da NATO. E a França apoia também a nossa independência através da presença das suas tropas na Estónia", explicou o primeiro-ministro.

"Por isso, se a cooperação puder aprofundar-se no domínio nuclear, isso acontecerá provavelmente", acrescentou.

Desde março de 2017, a França mantém cerca de 300 militares na Estónia, no âmbito da presença avançada reforçada da NATO nos países bálticos.

Décimo país a aderir ao guarda-chuva nuclear francês

A Finlândia passa a ser o décimo país europeu a integrar este mecanismo de cooperação em torno da dissuasão nuclear francesa.

Já se tinham associado oito países: Reino Unido, Alemanha, Polónia, Suécia, Países Baixos, Bélgica, Grécia e Dinamarca, antes de a Noruega se juntar em maio.

A doutrina francesa procura aprofundar a cooperação nuclear com outros países europeus, nomeadamente através de exercícios conjuntos. Prevê igualmente a possibilidade de os países participantes receberem temporariamente aviões franceses equipados com armas nucleares.

Paris manterá, contudo, o controlo exclusivo do seu arsenal nuclear, cabendo ao Presidente francês a decisão final sobre a sua utilização.

Outras fontes • AFP

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