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Ataque israelita mata nove pessoas no Líbano, incliundo três militares

Socorristas e elementos da Cruz Vermelha Libanesa junto de um veículo destruído após um ataque aéreo israelita, 6 de junho de 2026
Elementos da Cruz Vermelha libanesa e equipas de salvamento junto a um veículo destruído após um ataque aéreo israelita, 6 de junho de 2026. Direitos de autor  AP Photo Lebanese Army via AP
Direitos de autor AP Photo
De Simon Ormiston
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O Líbano acusa Israel de minar os esforços de cessar-fogo depois de um ataque aéreo ter matado três militares do seu exército no sul do país.

Nove pessoas, incluindo três soldados libaneses, morreram num ataque aéreo israelita no sul do Líbano, no sábado, num revés para os esforços destinados a preservar um cessar-fogo recém-anunciado entre Jerusalém e Beirute.

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Num comunicado, o exército libanês informou que um general de brigada, um capitão e outro militar morreram quando um veículo militar foi atingido numa estrada entre Khardali e Nabatieh. O ataque ocorreu poucos dias depois de responsáveis libaneses e israelitas terem acordado um novo quadro, mediado pelos Estados Unidos, destinado a reduzir as hostilidades ao longo da fronteira.

As forças armadas israelitas afirmaram que o veículo se deslocava “de forma suspeita” numa “zona de combate ativa”. Acrescentaram que as tropas tinham ordenado previamente a evacuação de civis da área antes das operações militares e sublinharam que “atuam contra a organização terrorista Hezbollah, não contra o exército libanês”.

Os militares acrescentaram que estavam a “analisar o incidente”.

O exército libanês condenou o que qualificou como continuação de uma “agressão israelita deliberada e repetida”, dizendo que os ataques visam “frustrar todos os esforços para alcançar uma solução” e acusando Israel de minar as tentativas de garantir um cessar-fogo duradouro.

O presidente libanês, Joseph Aoun, também denunciou o ataque, descrevendo-o como uma “violação flagrante da soberania libanesa” e do direito internacional. Afirmou que a ofensiva ocorreu apesar dos esforços do Líbano em Washington para pôr fim ao que chamou de “agressão israelita contínua, que fica sem resposta”.

Líbano: escalada ameaça cessar-fogo e coloca em risco esforços diplomáticos

A mais recente vaga de violência evidencia a fragilidade de uma trégua que entrou formalmente em vigor em abril, mas tem sido repetidamente posta à prova por confrontos e acusações mútuas de violações. Israel e o Hezbollah responsabilizam-se mutuamente por quebrar o cessar-fogo enquanto mantêm operações militares.

Ao abrigo da mais recente proposta, apoiada pelos Estados Unidos, o Hezbollah suspenderia os ataques, recuaria as suas forças em relação à fronteira israelita e permitiria o destacamento do exército libanês em zonas definidas, onde teria controlo de segurança exclusivo.

O Hezbollah rejeitou o plano, insistindo que qualquer acordo deve prever uma retirada total de Israel do território libanês.

A tensão manteve-se elevada no sábado, com Israel a renovar ordens de evacuação para aldeias no sul e no leste do Líbano e a realizar novos ataques em várias zonas do sul. O Hezbollah, por seu lado, afirmou ter visado forças israelitas a operar na região.

Em declarações transmitidas pela CNN na sexta-feira, Aoun criticou também o papel do Irão no conflito, dizendo: "Não é o vosso país, é o nosso país." Acusou Teerão de usar o Líbano como “moeda de troca” nas negociações com Washington, acrescentando que “a maioria dos libaneses está farta de guerra”.

Outras fontes • AFP, AP

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